- O grupo de pré-campanha recomenda que Lula evite ataques públicos a Ciro Nogueira, após a nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga o Master e o banqueiro Daniel Vorcaro.
- A orientação interna é deixar que as investigações da Polícia Federal atuem como desgaste político sobre o centrão, sem centralizar o tema nos discursos do presidente.
- A avaliação é de que o caso já impacta setores da oposição e reforça a percepção de que o governo não tem relação com o escândalo.
- A PF deflagrou a quinta fase da operação, com busca a Ciro Nogueira, investigando crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, supostamente em benefício de interesses ligados ao Master.
- Nos bastidores, há apreensão com desdobramentos para aliados próximos ao governo, enquanto o Planalto sustenta que não houve ligação entre governistas e o caso.
A equipe de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva recomenda que o presidente evite ataques públicos ao senador Ciro Nogueira após a deflagração da quinta fase da Operação Compliance Zero pela Polícia Federal. A investigação apura favorecimento a interesses ligados ao Master e envolve o ex-ministro, no contexto do Congresso Nacional.
A PF investiga crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O alvo direto é Ciro Nogueira, pressionado por buscas realizadas nesta fase da operação. A apuração busca evidências de atuação em benefício de interesses ligados ao Master.
Lula, em turnê internacional, ouviu questionamentos sobre o assunto durante viagem aos Estados Unidos. Em resposta, o presidente afirmou que prefere aguardar o andamento das investigações e desejou que todos sejam inocentes.
Estratégia de comunicação
Segundo interlocutores do Palácio, a ideia é que o avanço das investigações desgaste a oposição sem que o governo passe a concentrar o tema em seus discursos. A avaliação é de que a percepção pública pode se manter de que o governo não tem relação com o caso.
No entorno de Lula, há reconhecimento de possíveis desdobramentos para o setor próximo ao governo. O Planalto sustenta unofficialmente que não há ligação de governistas com o escândalo, enquanto a oposição aponta possíveis conexões entre figuras do PT e o Master.
Conexões envolvendo o governo
A apuração envolve, segundo fontes, ligações entre Rui Costa e Jacques Wagner (PT-BA), mas não há confirmação de investigações pela PF sobre eles. O que está sob escrutínio envolve Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, e a privatização da Ebal na Bahia.
Ciro Nogueira reagiu à operação, dizendo-se vítima de pressão política em ano eleitoral e negando irregularidades. A posição de Lula, por ora, é não se posicionar de forma contundente para evitar repercussões eleitorais.
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