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Racha bolsonarista em SP expõe disputa pelo Senado e atinge Eduardo Bolsonaro

Conflito interno bolsonarista em São Paulo ganha contornos: Salles acusa desistência de Eduardo Bolsonaro mediante suposto acordo financeiro

Ricardo Salles - REUTERS/Ueslei Marcelino/ Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em entrevista à Reuters em Washington - Jessica Koscielniak/Reuters
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  • O racha bolsonarista em São Paulo envolve o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e o ex-ministro Ricardo Salles, com disputas pela vaga ao Senado em 2026.
  • O conflito ganhou força após Salles afirmar, em podcast, que Eduardo teria desistido da candidatura mediante acordo financeiro entre R$ 20 milhões e R$ 60 milhões, sem apresentar provas.
  • Eduardo Bolsonaro reagiu nas redes sociais, anunciando publicação de um vídeo e ironizando a acusação feita por Salles.
  • O episódio acontece em meio aos esforços do Partido Liberal para definir nomes competitivos para o Senado e o governo paulista, evitando rupturas entre aliados de Jair Bolsonaro.
  • Nos bastidores, Salles afirma que quer espaço na chapa, com uma vaga ao Senado para o seu grupo e a outra ligada ao governador Tarcísio de Freitas.

O diálogo dentro do bolsonarismo ganhou uma nova frente. Eduardo Bolsonaro e Ricardo Salles brigam publicamente pela vaga ao Senado em São Paulo, com movimentos ocorrendo no fim de semana e a disputa ganhando contornos nacionais. O embate envolve também a estratégia do PL para 2026 no maior colégio eleitoral do país.

Salles afirmou, em entrevista ao podcast IronTalks, que Eduardo desistiu da candidatura sob um acordo financeiro. Segundo o ex-ministro, aliados teriam especulado valores entre 20 milhões e 60 milhões para que o filho do ex-presidente abrisse mão e apoiasse André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de SP. Não houve apresentação de provas públicas.

Eduardo respondeu nas redes sociais, anunciando uma mensagem em vídeo para esclarecer o tema e criticando o ex-ministro em posts subsequentes. Em vídeo posterior, acusou Salles de buscar apoio entre adversários, além de questionar a postura do ex-ministro frente ao Centrão e ao vice-presidente Geraldo Alckmin.

A reação refletiu tensões internas dentro do campo bolsonarista, com setores da direita paulista apontando ruídos entre possíveis nomes da chapa. Parte dos aliados de Salles defendia manter Eduardo como principal nome do bolsonarismo no estado, ampliando o desgaste público.

A crise surge em meio aos esforços do PL para consolidar sua estratégia eleitoral em São Paulo, definindo nomes competitivos para Senado e governo. O partido tenta evitar fissuras entre aliados de Jair Bolsonaro, enquanto negocia a composição da chapa no estado.

Nos bastidores, Salles tem buscado espaço prioritário na chapa paulista, afirmando que uma vaga ao Senado seria destinada ao seu grupo, com a outra ligada ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Agradar todas as alas internas permanece um desafio.

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