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Rafael Greca afirma não ficar em segundo lugar como pré-candidato ao governo do Paraná

Greca deixa o PSD e migra para o MDB para viabilizar pré-candidatura ao governo do Paraná, sem apoio do governador Ratinho Junior

Greca é pré-candidato ao governo do Paraná pelo MDB. (Foto: Eduardo Luiz Klisiewicz / Tribuna do Paraná)
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  • Rafael Greca deixou o PSD e migrou para o MDB para viabilizar a pré-candidatura ao governo do Paraná, buscando uma coligação com outras siglas, sem o apoio do governador Ratinho Júnior.
  • Ele se apresenta como herdeiro do atual governo e pretende disputar o Palácio Iguaçu, afirmando ter um “DNA paranaense” e apoiar projetos do estado.
  • O pré-candidato afirma que as conversas com possíveis aliados estão intensas, com adesões de diferentes atores, e mantém o ritmo de aproximações ao longo de três meses restantes de campanha.
  • Entre as prioridades, Greca cita segurança pública, infraestrutura e energia, defendendo alternativas como multibilidade de transporte, PCHs (pequinas centrais hidrelétricas) e melhoria da Copel.
  • A entrevista também aborda políticas sociais e inovação, com referência a programas desenvolvidos em Curitiba e propostas para expandir serviços públicos, educação e desenvolvimento econômico para o interior do Paraná.

O ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca deixou o PSD, sigla do atual governador Ratinho Júnior, para buscar viabilizar a pré-candidatura ao governo do Paraná. Sem o aval de Ratinho, Greca migrou para o MDB em busca de apoio de coligações para disputar o Palácio Iguaçu.

Greca, com histórico de três mandatos na prefeitura, ex-deputado e ex-ministro, afirma que não quer ser mero espectador do processo eleitoral. Em entrevista à Gazeta do Povo, rejeita o rótulo de plano B de Ratinho e se coloca como herdeiro do governo, destacando o DNA paranaense.

Na área de segurança pública, o pré-candidato critica a situação do centro de Curitiba e usa o termo aporofobia para defender a presença de pessoas em situação de rua, segundo as declarações. Ele destaca ações sociais como foco ao tratar do tema.

Perspectivas e alianças

Greca diz que as conversas com possíveis aliados estão intensas, com adesões de várias lideranças e militantes, inclusive de perfis diversos. Ele afirma estar satisfeito com o andamento das tratativas e aponta que há três meses para consolidar candidaturas.

Ele comenta ter sido bem avaliado na gestão anterior, cita a eleição municipal em que foi alvo de críticas iniciais e venceu. O pré-candidato ressalta a atuação do MDB como base de apoio e aponta a necessidade de uma sigla estruturada para enfrentar a disputa.

Economia, infraestrutura e energia

Greca defende uma visão de desenvolvimento regional com multimodalidade de transportes e melhoria da infraestrutura energética, citando a Copel. Aponta a possibilidade de ampliar o uso de pequenas centrais hidrelétricas e turbinas nas grandes represas para aumentar a capacidade estadual.

Entre as alternativas de geração de energia, menciona biogás, energia eólica e a licitação de centrais eólicas no sudoeste do Paraná. Critica privatizações bem feitas e defende reformas com foco no benefício aos consumidores, sem revelar planos prontos.

Educação, tecnologia e inovação

O pré-candidato cita programas de inovação estadual e parcerias com empreendedores. Relata ter apoiado iniciativas para manter startups ativas durante a pandemia e ressalta experiências de Curitiba como referência para ampliar projetos no interior.

Greca reforça a ideia de levar serviços públicos de qualidade a todos os municípios, mencionando estruturas como o Armazém da Família, o vale-creche e o Saúde Já. Ele destaca a existência de cinco unicórnios e mais de duas mil startups no ecossistema local.

Segurança pública e políticas sociais

Em relação à atuação no tema, o candidato aponta investimentos em vigilância, Muralha Digital e fortalecimento de policiamento, com foco na reinserção familiar e social. Enfatiza a educação como base da política pública de segurança.

Ele cita a Fundação de Ação Social para abordar o atendimento a desvalidos, defendendo atuação coordenada com serviços sociais, organizações religiosas e clubes de serviço. A gestão social é apresentada como peça-chave para reduzir vulnerabilidade.

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