- Catherine West, deputada trabalhista e aliada de Keir Starmer, anunciou que coleta assinaturas para a saída do premiê após a derrota do partido nas eleições locais.
- Inicialmente, pretendia reunir oitenta e um signatários (cento e vinte por cento da bancada) para abrir um processo formal de destituição; nesta segunda, mudou para buscar o mesmo número para pedir que Starmer inicie um processo de escolha de um novo líder em setembro.
- O movimento funcionaria como um voto de desconfiança, que poderia tornar a posição de Starmer insustentável, segundo o The Guardian.
- Nas eleições locais realizadas na quinta-feira, os trabalhistas ficaram em segundo lugar na Inglaterra, com 1.068 cadeiras locais, uma perda de 1.496; Reforma Reino Unido teve 1.453.
- Starmer reconheceu a necessidade de mudanças, mas disse que continuará à frente do governo até a próxima eleição nacional, prevista para 2029.
A deputada trabalhista Catherine West, aliada de Keir Starmer, informou que está coletando assinaturas para a saída do premiê após a derrota do partido nas eleições locais. A iniciativa ocorreu na semana passada, com base em informações do The Guardian. West buscava 81 apoiadores na Câmara dos Comuns, equivalentes a 20% da bancada. O objetivo inicial era abrir um processo formal de destituição.
Nesta segunda-feira, West ajustou o objetivo: pretende reunir as mesmas assinatura para que Starmer inicie um processo para a eleição de um novo líder em setembro. A parlamentar indicou que os resultados da última quinta-feira mostram que o premiê não inspirou confiança, defendendo uma transição ordenada para o partido.
As eleições locais realizadas na quinta-feira envolveram mais de 5 mil cadeiras em 136 câmaras na Inglaterra, além de seis prefeitos e representantes da Escócia e do País de Gales. O recorte dos resultados aponta que os trabalhistas ficaram em segundo lugar na Inglaterra, com 1.068 cadeiras, frente a 1.453 do Reform UK.
Desdobramentos internos
Apesar da derrota, Starmer reconheceu a necessidade de mudanças, afirmando que manterá a liderança até a próxima eleição nacional, prevista para 2029. O Guardian relata que o novo formato de voto de desconfiança, proposto por West, não seria tão contundente quanto um processo de destituição formal.
Contexto regional
Na Escócia, o SNP lidera as eleições, enquanto no País de Gales o Plaid Cymru e o Reform UK aparecem entre os vencedores. Em conjunto, os trabalhistas ficaram atrás em ambas as regiões, reforçando o desgaste do partido após a queda de votação na Inglaterra.
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