- Guilherme Boulos afirmou que o governo não apoiará fim da escala 6×1 com transição longa, para não postergar a redução da jornada de trabalho.
- O ministro disse que uma transição de até dez anos seria alvo de oposição e não será aceita pelo governo.
- Ele destacou o risco de o Senado adiar a proposta, já que a PEC não tem urgência constitucional.
- A redução da jornada sem corte salarial é prioridade; o texto combina duas PECs, e estima-se benefício para 37 milhões de pessoas.
- O governo enviou ao Congresso, em 14 de abril, um projeto com urgência constitucional; o relator deve apresentar parecer em 20 de maio, e há expectativa de aprovação ainda neste mês.
O governo não pretende apoiar uma versão do fim da escala 6×1 com transição longa. O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou que uma previsão de até dez anos para a implementação da medida seria rejeitada, apontando que isso empurraria mudanças já propostas.
Boulos também alertou para o risco de a proposta ganhar atraso no Senado. Ele disse que a PEC, que tramita na Câmara, pode ficar parada em Berço Esplêndido sem urgência constitucional, dificultando sua aprovação. A pressão é para avançar com o fim da jornada 6×1 sem redução salarial.
O contexto político e tramitação
A tramitação envolve duas PECs, de Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP), com a expectativa de beneficiar diretamente cerca de 37 milhões de trabalhadores. O governo enviou ao Congresso, em 14 de abril, um projeto com urgência constitucional para alterar a escala de trabalho no modelo 6×1.
O relator do tema informou que apresentará o parecer sobre o fim da 6×1 em 20 de maio, com tramitação prevista em comissão especial. O avanço depende de pelo menos dez sessões no colegiado antes de seguir ao plenário, mantendo negociações sobre regras gerais e preservação de acordos coletivos.
Expectativas na Câmara
O presidente da Câmara, Hugo Motta, demonstrou otimismo de que o texto pode ser aprovado ainda neste mês, com a perspectiva de ampla convergência entre as bancadas. A atuação da pauta tem sido observada como determinante para definir o ritmo de votação.
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