- O governo lança o programa Brasil Contra o Crime Organizado no Palácio do Planalto, com Lula assinando decreto e quatro portarias; o investimento total é de cerca de R$ 11 bilhões, sendo R$ 1 bilhão no orçamento de 2026 e R$ 10 bilhões via empréstimo do BNDES aos estados que aderirem.
- O objetivo é desestruturar a logística e o poder financeiro de facções e milícias, identificando e inutilizando empresas, fundos e cadeias logísticas que sustentam atividades ilícitas.
- Cria a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) Nacional e amplia o Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra) para coordenar investigações entre órgãos de segurança.
- Reforça o sistema prisional, com bloqueadores de celular e raio-x nas penitenciárias estaduais, para impedir que líderes de facções deem ordens a criminosos em liberdade.
- Visando elevar o índice de esclarecimento de homicídios, há investimento em polícias científicas e nos Institutos Médicos Legais (IMLs); reforço ao Renarme para combater o tráfico de armas, com adesão voluntária de governadores para acesso a recursos.
O governo federal lança nesta terça-feira o programa Brasil Contra o Crime Organizado, com foco em desestruturar a logística e o poder financeiro de facções e milícias. O anúncio ocorre no Palácio do Planalto, com assinatura de um decreto e quatro portarias para regulamentar a estratégia de segurança pública. O plano envolve investimentos de cerca de 11 bilhões de reais.
Segundo o governo, o objetivo central é asfixiar financeiramente organizações criminosas, identificando e inutilizando empresas, fundos e cadeias logísticas que sustentam atividades ilícitas. A iniciativa cria a Ficco Nacional e amplia o Cifra para coordenar investigações entre diferentes órgãos de segurança.
O presidente Lula afirmou, por meio das redes sociais, que a estratégia vai destruir o potencial financeiro do crime organizado, estabelecendo uma estrutura centralizada de atuação. A proposta também reforça o sistema prisional com bloqueadores de celular, raio-x moderno e padrão de segurança semelhante ao das penitenciárias federais.
Fortalecimento institucional e dados operacionais
A medida prevê maior coordenação entre forças e o uso de tecnologia para interromper atividades das organizações no território nacional. O Ministério da Justiça e da Defesa integrariam esforços com a Fazenda para monitorar fluxos financeiros ilícitos e ativos.
Foco no sistema prisional
O programa determina a padronização da segurança em estados, com maior controle sobre cadeias de comando de facções. Bloqueadores de celular e equipamentos de raio-x seriam ampliados para impedir comunicações entre líderes presos e criminosos em liberdade.
Combate ao tráfico de armas
A Renarme deverá atuar de forma mais incisiva para restringir o acesso a armamentos pesados. A cooperação entre ministérios visa reduzir a disponibilidade de armas, munições e explosivos para milícias e organizações criminosas.
Implementação e adesão estadual
A implementação depende da adesão voluntária dos governadores, que poderão acessar recursos de fundos federais para modernizar forças policiais e serviços de perícia. O governo ressalta a necessidade de integração entre esferas para o sucesso das ações.
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