- O governo lançou um painel de monitoramento de agrotóxicos em recursos hídricos para aumentar transparência e acesso a informações sobre a presença desses produtos nas bacias hidrográficas do país.
- O sistema reúne dados de pontos de monitoramento em todos os estados, mostra quantos agrotóxicos são rastreados e outros detalhes sobre detecção e situação ambiental.
- A ferramenta é desenvolvida pelo Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e com base no monitoramento da Embrapa.
- Dados iniciais apontam mais de dez mil análises, com frequência de detecção de sete vírgula dois por cento; 49 tipos de agrotóxicos já são monitorados, e o herbicida S-Metolacloro aparece em setenta e nove por cento das ocorrências.
- O ministro destaca que o painel, ainda em fase inicial, visa consolidar dados nacionais para orientar políticas públicas, identificar riscos e promover ações preventivas e corretivas.
O governo federal lançou hoje um painel de monitoramento de agrotóxicos nos recursos hídricos, reunindo dados de bacias hidrográficas em todo o país. A ferramenta visa indicar a presença de pesticidas na água, com informações sobre pontos de monitoramento e a quantidade de agrotóxicos rastreados.
A plataforma, desenvolvida dentro do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara) pela pasta do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), utiliza dados da Embrapa. O objetivo é ampliar a transparência, fortalecer o debate público e subsidiar políticas públicas de proteção ambiental.
Segundo o ministro João Paulo Capobianco, o monitoração é um passo inicial para enfrentar riscos ambientais e sanitários. O painel deve crescer com o tempo, ampliando a cobertura territorial e o conjunto de agroquímicos monitorados.
O levantamento inicial confirma mais de 10 mil análises, com taxa de detecção de 7,2%. O agroquímico mais identificado foi o S-Metolacloro, presente em 69,48% das ocorrências.
O painel também oferece informações sobre representatividade agrícola, uso da terra e vulnerabilidade ambiental das bacias monitoradas. Capobianco destacou que o sistema consolida dados antes dispersos, facilitando decisões públicas.
Novos desdobramentos e próximos passos
A ferramenta está em fase inicial, com modelo de expansão gradual. A expectativa é ampliar o número de compostos monitorados e a rede de pontos, fortalecendo a segurança hídrica e a sustentabilidade agrícola.
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