- Marty Makary pediu demissão do cargo de comissário da Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos, encerrando um mandato de 13 meses, conforme reporters de Politico, Reuters e NBC News.
- Kyle Diamantas, ex-chefe oficial de alimentos da FDA, atua como substituto interino, segundo a reportagem original.
- O ex-presidente Donald Trump aprovou planes de demitir Makary após criticá-lo por não aprovar vapes com sabor de fruta, conforme o Wall Street Journal.
- Makary já havia tomado decisões controversas, incluindo confrontos com legisladores sobre regulação de medicamentos e a revisão de mifepristona, remédio para aborto.
- Houve relatos de mais turbulência na FDA, com nomeações não preenchidas e críticas sobre manejo de pesquisas, vacinas e diretrizes de ensaios clínicos, segundo diversas fontes.
Marty Makary renunciou ao cargo de comissário da FDA nesta terça-feira, encerrando um mandato de 13 meses marcado por conflitos com a Casa Branca, Congresso, indústria e público. A saída acompanha pressões sobre decisões regulatórias e vacinas.
Quem assume temporariamente é Kyle Diamantas, ex-chefe de alimentos da FDA, responsável por direcionar estratégias de política alimentar. A nomeação de Diamantas como substituto interino foi veiculada pela primeira vez pelo Politico, e também reportada pela Reuters e NBC News.
Sobre a razão da demissão, a Casa Branca já havia sinalizado a intenção de demitir Makary antes. O presidente Donald Trump pressionou a FDA a aprovar líquidos com sabor de fruta, segundo relatos do Wall Street Journal, enquanto Makary resistia a aprovações nesse sentido.
Conflitos com vasilas regulatórias aparecem como parte do histórico de Makary na FDA. O comissário atrasou decisões sobre a primeira linha de vapes com sabor, antes de uma aprovação ser anunciada recentemente pela agência. A tensão com legisladores também envolveu revisões de medicamentos como a mifepristona, alvo de críticas de membros conservadores do Congresso.
Contexto regulatório e vaccine policies
A FDA também teve controvérsias sobre estudos de vacinas contra herpes zoster e COVID-19, com relatos de decisões de postergar publicações e restrições a novas vacinas, segundo veículos de imprensa. Outros casos envolveram a recusa de considerar uma nova vacina da Moderna, decisão que gerou reação pública e posteriormente foi revertida.
Críticos apontaram impactos de gestão na área de pesquisa clínica e avaliação regulatória. Parlamentares republicanos afirmaram que demissões e mudanças de liderança criaram instabilidade institucional. O tema das vacinas ganhou destaque nas críticas ao governo.
O cenário político permanece carregado: várias vagas-chave no governo dos EUA ainda aguardam confirmação no Senado, incluindo um candidato a cirurgião-geral e o diretor do CDC. O NIH continua a liderar, com comandos não permanentes à frente em momentos de transição.
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