- O Governo lançou o Programa Brasil Contra o Crime Organizado em 12 de maio de 2026, com quatro eixos para chegar a padrão de segurança máxima em 138 unidades.
- Ao todo, a União libera R$ 1,06 bilhão em investimentos diretos e cria uma linha de crédito para estados, municípios e o Distrito Federal no valor de R$ 10 milhões.
- Eixo de asfixia financeira do crime organizado: R$ 388,9 milhões para desestabilizar fluxos ilícitos e ampliar investigações de alta complexidade.
- Fortalecimento da segurança no sistema prisional: R$ 330,6 milhões para monitorar lideranças e padronizar 138 unidades com tecnologias de ponta.
- Eixo de qualificação da investigação de homicídios e enfrentamento ao tráfico de armas: R$ 201 milhões e R$ 145,2 milhões, respectivamente, com melhorias em perícias, balística, DNA, rastreamento de munições e criação da Rede Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Armas.
O Governo lançou nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, o Programa Brasil Contra o Crime Organizado. O objetivo é desarticular estruturas econômicas, operacionais e territoriais das organizações criminosas, elevando 138 unidades ao nível de segurança máxima. O investimento soma R$ 1,06 bilhão, com R$ 10 milhões para linha de crédito.
A iniciativa é estruturada em quatro eixos e prevê recursos diretos da União. Além disso, abre uma linha de crédito específica para estados, municípios e o Distrito Federal.
Asfixia financeira do crime organizado
A medida destina R$ 388,9 milhões para desestruturar o poder econômico das facções. Contempla investigações de alta complexidade e expansão de comitês de inteligência financeira. Tecnologias de análise de dados devem acelerar leilões de bens apreendidos.
Fortalecimento da segurança no sistema prisional
Serão investidos R$ 330,6 milhões para monitorar lideranças e bloquear comunicações dentro das prisões. A meta é padronizar 138 unidades com tecnologias de ponta, aproximando o nível de vigilância estadual ao modelo federal.
Qualificação da investigação de homicídios
Com R$ 201 milhões, o programa moderniza perícia e investigações. O foco está na estruturação de IMLs e das polícias científicas, com ênfase em DNA e balística. Também serão entregues equipamentos técnicos e logísticos para provas mais robustas.
Enfrentamento ao tráfico de armas, munições, acessórios e explosivos
Recursos de R$ 145,2 milhões buscam cortar o fluxo de armamentos ilegais. Será criada a RENARM, reforçada a rastreabilidade de munições e explosivos. Em áreas de fronteira, operam veículos blindados, aeronaves e tecnologias para mapear rotas do tráfico.
Linha de crédito de R$ 10 bilhões
O governo também disponibiliza uma linha de crédito de R$ 10 bilhões, via Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social, destinada à segurança pública. Estados, municípios e o DF podem investir em veículos, equipamentos e recursos de proteção.
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