- Dois ativistas veteranos lançam o livro Protest: Respect It. Defend It. Use It., defendendo o papel dos protestos e alertando que eles sofrem ataques em várias partes do mundo.
- O livro, escrito por André Carothers e Annie Leonard, analisa a história dos protestos e por que eles funcionam para mudar políticas e discourse público.
- O Earth Day de 1970 mobilizou cerca de 10% da população dos Estados Unidos, contribuindo para leis ambientais que são amplamente reconhecidas hoje.
- Os autores destacam que movimentos são incompreendidos no início e citam Martin Luther King Jr., cuja aprovação nunca passou de 50%, com 75% de desaprovação no ano de seu assassinato.
- Em sanções recentes, Sarah Cantor enfrenta acusações de conspiração felonial por protesto na Golden Gate Bridge, em um caso que ilustra o que eles chamam de “lawfare” e acúmulo de leis que podem levar a prisão por anos.
Protestos funcionam, mas sofrem ataques e precisam de apoio, dizem ativistas veteranos. André Carothers, ex-ativista ambiental, e Annie Leonard, ex-diretora executiva da Greenpeace US, assinam um livro sobre a história da protesta, seu impacto e as tentativas de freá-la.
O livro Protest: Respect It. Defend It. Use It. busca lembrar o papel dos protestos no progresso social de décadas passadas, inclusive o Dia da Terra de 1970, que mobilizou cerca de 10% da população dos EUA e resultou em leis ambientais marcantes.
Leonard e Carothers destacam que movimentos do passado às vezes são celebrados, enquanto protestos atuais enfrentam resistência. Mencionam a liderança de Martin Luther King Jr., cuja aprovação era baixa ao longo de sua luta, para ilustrar a natureza precária de protestos emergentes.
A dupla afirma que há uma mudança de clima na forma como as ações são percebidas, com repercussões legais cada vez mais severas. A expressão “lawfare” descreve o acúmulo de acusações para tornar uma ação protestante custosa, até cárcere de anos.
A reportagem aponta casos recentes nos EUA, como uma manifestação em São Francisco em que Sarah Cantor enfrenta acusações de conspiracão felonia por bloquear faixas do Golden Gate Bridge por quatro horas. O episódio ilustra restrições legais ao ato público.
Carothers explica que, quando os mecanismos tradicionais de democracia são alcançados, algumas vozes entram em conflito com punições previstas por leis diversas, elevando a pena para protestos. A situação reflete um movimento global de repressão às ruas.
Leonard afirma que quem protesta hoje enfrenta resistência de setores da sociedade, mas ressalta que a atuação cívica é uma opção diante de políticas negligentes ou poluidoras. Ela enfatiza que o objetivo não é confrontar por confrontar, e sim buscar mudanças.
Timothy Snyder é citado pelo livro, com a ideia de que protestar hoje preserva a possibilidade de protestar amanhã. A publicação, lançada pela Patagonia Books, reúne história, estratégias e análise sobre o papel do ato público.
A obra deve ser lida por quem acompanha movimentos sociais, políticas públicas e mudanças climáticas, oferecendo uma visão histórica sobre por que protestos funcionam e por que enfrentam resistência. A equipe de reportagem recomenda consultar fontes oficiais para dados específicos.
Fontes citadas no material original são os autores e a editora Patagônia, que disponibilizaram informações sobre o livro e o contexto histórico dos protestos. O trabalho reforça a relevância cívica do tema para leitores interessados em ciência, meio ambiente e cidadania.
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