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Amigos de Nunes Marques indicam atuação do ministro no TSE e STF

Amigos de Nunes Marques sugerem atuação política no TSE e no STF, sinalizando alinhamento com centrão e impacto nas eleições e no Supremo

Kassio Nunes Marques na festa de posse com o locutor bolsonarista Cuiabano Lima
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  • Amigos de Kassio Nunes Marques, que assistiram à cerimônia de posse no TSE, dão pistas sobre atuação do ministro nas duas cortes.
  • No STF, apenas dois ministros participaram da posse: André Mendonça e Gilmar Mendes, contrastando com ocorrências de posses anteriores.
  • Na lista de convidados, destacaram-se Flávio Bolsonaro, Antonio de Rueda e Arthur Lira; Ciro Nogueira chegou a ser citado, mas não apareceu.
  • A leitura entre aliados é de que Nunes Marques tem perfil político e pode favorecer a ala ligada ao centrão, tanto no TSE quanto no STF.
  • No STF, o ministro foi sorteado como relator de revisão criminal de Jair Bolsonaro, com expectativa de voto não favorável a facilitar o ex‑presidente; no TSE, há expectativa de que a gestão seja discreta até outubro e que não haja novas regras antes das eleições.

O ministro Kassio Nunes Marques teve a cerimônia de posse no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcada por uma presença cruzada de figuras da política, da música e do Judiciário. O evento expôs redes de apoio que, para aliados de Bolsonaro, sinalizam caminhos distintos para o TSE e para o STF.

Entre os que prestigiaram a posse, 2 dos 11 ministros do STF estavam presentes: André Mendonça, que também assumiu a vice-presidência do TSE, e Gilmar Mendes. A participação foi menor que a de posses anteriores, o que chamou a atenção de observadores.

Da lista de convidados, ficou evidente o viés político de Nunes Marques. O pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) esteve na área vip. Também marcaram presença Antonio de Rueda, presidente do União Brasil, e Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara. Um maior número de aliados do centrão compareceu ao evento.

No entanto, houve ausências que ganharam destaque. O senador Ciro Nogueira (PP-PI) teria confirmado presença, mas não apareceu. Do outro lado do espectro, a esquerda foi representada apenas pela presença do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP).

Nunes Marques é visto como produto do centrão, indicado a partir de apoio de Bolsonaro com auxílio de Flávio e Ciro Nogueira. Com essa base, o ministro fica posto para influenciar decisões sobre as eleições, em um cenário de acirramento político.

No STF, o ministro foi sorteado relator de uma ação de revisão criminal apresentada por Bolsonaro. A defesa do ex-presidente sustenta tratar-se de um novo julgamento de uma condenação ligada a acusações de tentativa de golpe de Estado. A leitura entre aliados é de que não deve haver apoio suficiente para afastar o placar existente.

No TSE, o cenário é interpretado como sinal de maior chance para Cristas de manter autonomia institucional. A ideia, segundo aliados, é manter o tribunal mais reservado em relação a mudanças regulatórias até outubro. Para os conservadores, essa postura abre espaço para alianças políticas próximas a Flávio Bolsonaro.

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