- O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, chegou à comissão especial da Câmara para discutir o fim da escala 6×1.
- Ele afirmou que a proposta garante dois dias de descanso e é “o projeto da família brasileira”, criticando adversários que a classificam como eleitoral.
- Boulos disse que o governo quer votação rápida para evitar adiamento após as eleições de 2026, e criticou parlamentares bolsonaristas contrários à redução da jornada.
- O ministro afirmou que não haverá período de transição para a adoção da escala 5×2 e da jornada de quarenta horas, defendendo que benefícios aos empresários entram imediatamente.
- Ele citou estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicando que a reorganização das escalas pode ocorrer sem desemprego em massa, e afirmou que a votação expõe as posições sobre a redução da jornada.
Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, chegou nesta quarta-feira (13/5) à comissão especial da Câmara para discutir o fim da escala 6×1. Ao longo da manhã, ele destacou que o governo busca a votação rápida da proposta e criticou parlamentares que resistem à redução da jornada de trabalho.
Segundo o ministro, setores que defendem pautas conservadoras veem na mudança um risco a privilégios, enquanto milhões de trabalhadores teriam ganhos com o fim da escala atual. Boulos afirmou que o envio do projeto com urgência constitucional demonstra o compromisso do governo com a pauta e evita atrasos pós-eleições.
Durante a fala, Boulos citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como respaldo político para a tramitação. Também questionou a posição de membros do PL, incluindo o senador Flávio Bolsonaro, que, segundo ele, optariam por omitir-se em vez de defender o trabalhador. Ele reforçou que a votação expõe o posicionamento dos parlamentares sobre a redução da jornada.
Pontos-chave da proposta
O governo sustenta que a medida elimina a 6×1 e estabelece dois dias de descanso. Não há apoio para um período de transição para a implementação da escala 5×2 ou da jornada de 40 horas semanais, segundo o ministro. A expectativa é que as mudanças entrem em vigor assim que aprovadas, sem prazos práticos de adaptação.
Boulos rebateu críticas de que a proposta seria eleitoreira, argumentando que a discussão é essencial para quase 44 horas semanais de trabalho, e que o impacto não seria apenas setorial. O ministro ressaltou que bens concedidos a empresários costumam ter efeito imediato, ao passo que mudanças para trabalhadores enfrentam prazos diferentes.
Ele citou estudos do Ipea para sustentar que a reorganização das escalas pode absorver os efeitos da redução sem gerar desemprego em massa. A avaliação é de que a revisão beneficiaria a vida familiar e facilitaria a convivência entre trabalho e família.
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