- A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira aponta Lula com 42% e Flávio Bolsonaro com 41% no segundo turno, mantendo empate técnico.
- O governo tem queda de desaprovação de 49% para 46% e aumento de aprovação de 46% para 46%, vs abril. (Observação: desaprovação caiu de 52% para 49%, e aprovação subiu de 43% para 46% em relação a abril.)
- Medidas anunciadas pelo Palácio do Planalto, como o Desenrola, defesa da escala 6×1 e reunião de Lula com Donald Trump, ainda não impactaram a pesquisa.
- A melhora de Lula foi puxada por mulheres (aprovação de 48% em maio, up de 3 pontos) e eleitores independentes (aprovação de 37%, up de 5 pontos).
- A pré-campanha de Flávio busca manter o empate até o início oficial da disputa, para evitar que Lula se distancie na largada do calendário eleitoral.
O que aconteceu: a pesquisa Quaest aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno, com Lula em 42% e Flávio em 41%. No levantamento anterior, Lula era 2 pontos atrás. A tendência indica manutenção do empate próximo à largada da campanha.
Quem está envolvido: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) aparecem como protagonistas, com o Palácio do Planalto e a equipe dele mantendo ações de comunicação que afetam a avaliação pública.
Quando e onde: o levantamento foi divulgado nesta quarta-feira, 13, em meio ao cenário político nacional. A análise foca o cenário estimulado para a eleição presidencial, sem indicar local específico de votação.
A explicação: a melhora aparente na avaliação de Lula é atribuída, segundo a Quaest, a medidas recentes, como o Desenrola, a defesa de projetos como o fim da escala 6×1 e visitas internacionais, que foram somadas a ações de governo.
Mudanças no cenário e impactos
A Quaest mostra queda na desaprovação de Lula, de 52% em abril para 49% em maio, e leve alta na aprovação, de 43% para 46%. A variação ocorre mesmo com atividades de governo ainda em andamento.
Outra leitura aponta que o ganho de Lula está entre mulheres e eleitores independentes, grupos nos quais Flávio tem feito esforço para ampliar sua base de apoio com a imagem de moderado.
Entre mulheres, a aprovação subiu de 45% para 48%, e a desaprovação caiu de 49% para 44%. Entre independentes, a aprovação passou de 32% para 37%.
Perspectivas da campanha
Auxiliares de Flávio avaliam que o principal risco é o potencial de recuperação de Lula até o início oficial da campanha. A meta é manter o empate técnico até a largada, evitando que Lula crie vantagem expressiva.
O entorno do senador teme que novas medidas do governo ampliem a vantagem de Lula antes de o candidato de oposição solidificar a própria posição. A percepção de moderar o tom é parte do esforço de comunicação.
A pesquisa não traz ainda impactos imediatos de ações anunciadas nesta semana, como o novo Desenrola, a proposta de combate ao crime organizado e a medida provisória sobre a chamada taxa das blusinhas.
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