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Impacto do caso Master abala campanha de Flávio Bolsonaro

Reapresentação da Emenda Master busca ampliar teto de cobertura de investimentos e depósitos, ligando Flávio Bolsonaro a o Banco Master e ao escândalo político

Flávio Bolsonaro, senador eleito pelo Estado do Rio de Janeiro e candidato presidencial do Partido Liberal — (DANIEL RAMALHO/AFP)
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  • O senador Ciro Nogueira vai reapresentar a Emenda Master para ampliar a cobertura de investimentos e depósitos privados, passando de 250 mil reais para 1 milhão por investidor ou depositante.
  • A iniciativa ficou associada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master, ligado a uma pirâmide financeira com promessas de rentabilidade elevada.
  • A Emenda foi rejeitada no Senado e ressurgiu na Câmara como projeto de lei número quatro mil trezentos e noventa e cinco, apadrinhado pelo deputado Filipe Barros, indicado por Flávio Bolsonaro para o Senado no Paraná.
  • A campanha de Flávio Bolsonaro tem sido atingida pelas revelações do caso Master, com investigações do Supremo envolvendo outros personagens ainda não revelados.
  • Na Câmara, foram aprovados dois projetos do deputado Marcos Pollon para liberar saques do FGTS com o objetivo de estimular compras de armas, e para conceder regalias fiscais a fabricantes, importadores e comerciantes de armas e munições.

O senador Ciro Nogueira informou nesta terça-feira (12/5) a reapresentação da Emenda Master, com o objetivo de ampliar a cobertura de garantias do sistema bancário para investimentos e depósitos privados. A proposta, apresentada originalmente em agosto de 2024, elevava o teto de garantia de 250 mil reais para 1 milhão por investidor ou depositante.

A ideia ganhou o apelido de Emenda Master por ter supostamente favorecer o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado a um esquema de pirâmide financeira de rentabilidade excessiva. A Polícia apreendeu que a emenda teria sido influenciada por repasses no valor de até 500 mil reais mensais. O Senado rejeitou a emenda à PEC 65 de 2023.

Na Câmara, a proposta reapareceu como projeto de lei nº 4395, apresentado pelo deputado Filipe Barros, integrante do grupo Direita Paraná. Barros foi indicado por Flávio Bolsonaro e pelo pai dele para concorrer ao Senado pelo Paraná, no Partido Liberal. Ainda não há confirmação pública sobre o andamento das investigações sobre o trânsito político da emenda.

A repercussão atinge a campanha de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, segundo apuração de investigadores. A atuação de Ciro Nogueira, vice-presidente do União Progressista, é citada como forte entrave para a imagem do clã na disputa. O Centrão, bloco que sustenta o governo, também aparece envolvido de modo indireto.

A investigação do Supremo revelou ligações entre os personagens citados e o Banco Master, com possíveis benefícios a dirigentes do banco. Os detalhes do inquérito ainda são parcialmente divulgados, limitando a avaliação do impacto político imediato.

Avanços na Câmara

Nesta terça, uma comissão da Câmara aprovou dois projetos do deputado Marcos Pollon, ambos do PL do Mato Grosso, relatados por Paulo Bilynskyj, do PL de São Paulo. As propostas reforçam o que descrevem como liberalismo, mas apontam para benefícios a empresas ligadas ao setor de armas.

Um dos projetos prevê a liberação de saques do FGTS para estimular compras de armas e munições. A outra cria vantagens fiscais para empresários atuantes na produção, importação, exportação e comércio de armas, com condições facilitadas de renegociação de dívidas junto à Receita Federal.

Autoridades argumentam a necessidade de proteção à sociedade, enquanto a prática é questionada por ampliar privilégios para um grupo de empresas com histórico de apoio a parlamentares alinhados à agenda bolsonarista. Deputados Pollon e Bilynskyj aparecem como protagonistas de um possível lobby armado no Congresso.

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