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Independentes e mulheres impulsionam reação a Lula, cenário acirrado com Flávio

Independentes e mulheres ajudam a aprovação de Lula, que reduz a queda, mas a disputa com Flávio Bolsonaro continua tecnicamente empatada

Lula vai tentar a reeleição em outubro
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  • A aprovação do governo Lula subiu de 43% em abril para 46% em maio; a desaprovação caiu de 52% para 49%, reduzindo o saldo negativo de nove para três pontos.
  • O desempenho entre independentes foi o principal impulso: aprovação passou de 32% para 37%, desaprovação caiu de 58% para 52%.
  • Na simulação de segundo turno, Lula aparece numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, com 42% contra 41%, mas diferença está dentro da margem de erro de dois pontos.
  • Entre mulheres, a aprovação de Lula subiu de 45% para 48% e a desaprovação caiu de 49% para 44%, invertendo o saldo.
  • Flávio tem maior apoio em Sudeste, Sul e Centro-Oeste/Norte e lidera entre evangélicos (61%), enquanto Lula mantém vantagem no Nordeste e entre católicos; mudanças também aparecem entre jovens e entre faixas de renda.

O governo Lula abriu margem de recuperação na nova rodada da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 13. A aprovação subiu para 46%, ante 43% em abril, e a desaprovação caiu para 49%, frente 52% no mês anterior. O saldo passou de -9 para -3 pontos.

A pesquisa mostra que o aumento da aprovação veio principalmente dos eleitores independentes, que passaram de 32% para 37%. A desaprovação entre esse grupo recuou de 58% para 52%.

Entre mulheres, a aprovação subiu de 45% para 48%, enquanto a desaprovação caiu de 49% para 44%. O saldo entre aprovação e desaprovação tornou-se positivo nesse segmento.

Cenário eleitoral

No enfrentamento ao segundo turno, Lula aparece numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, com 42% a 41%. A diferença segue dentro da margem de erro de dois pontos, caracterizando empates técnicos em três rodadas da Quaest.

Entre os independentes, Lula teve leve recuperação, após oscilações negativas desde janeiro. Em janeiro, o petista liderava por 37% a 21%; em março houve virada de Flávio; agora, a diferença se aproxima novamente.

Perspectivas regionais e de perfis

Lula mantém vantagem no Nordeste, entre rendas mais baixas, católicos e beneficiários do Bolsa Família. Flávio lidera nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste/Norte, além de estar à frente entre evangélicos e eleitores de alta renda com ensino superior.

Flávio Bolsonaro recebeu apoio de líderes evangélicos, como o pastor Silas Malafaia, e atingiu seu melhor patamar entre esse grupo. Entre católicos, Lula avançou e Flávio recuou. A margem de erro é de três pontos entre católicos e quatro entre evangélicos.

Impacto de estratégias de campanha

Lula sancionou, no mês anterior, leis de combate à violência contra a mulher. Flávio incluiu a deputada Simone Marquetto em agenda de vice possível, visando ampliar o apoio entre mulheres e católicos. A presença de líderes religiosos acompanha a estratégia.

Entre as faixas etárias, Flávio mantém liderança entre jovens de 16 a 34 anos, enquanto Lula consolida vantagem entre quem tem 60 anos ou mais. No grupo de 35 a 59, Lula recupera liderança numérica em comparação às rodadas anteriores.

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