- O ministro da Saúde do Reino Unido, Wes Streeting, estaria se preparando para deixar o cargo para desafiar Keir Starmer pela liderança do Partido Trabalhista.
- A informação veio do tabloide The Times, após a derrota do partido em eleições locais na semana passada.
- Streeting teria tido uma breve reunião com Starmer, deixando claro o interesse em disputar a liderança nas próximas eleições parlamentares.
- A saída do ministro ampliaria a crise no governo, que já enfrenta várias renúncias no gabinete e pressão de deputados trabalhistas para a renúncia do premiê.
- Starmer rejeitou a possibilidade de renúncia e reforçou que o Partido Trabalhista tem um processo para destituir o líder, se necessário.
O ministro da Saúde do Reino Unido, Wes Streeting, estaria preparando a saída do governo para lançar uma candidatura direta à liderança do Partido Trabalhista, segundo o tabloide The Times. A manobra daria ao governo de Keir Starmer um golpe de efeito, em meio a críticas crescentes após uma derrota local.
Segundo a reportagem, Streeting pode deixar o cargo já nesta quinta-feira. A ação seria parte de uma tentativa de desbancar Starmer e disputar, futuramente, as eleições parlamentares pelo partido.
Aliados de Streeting teriam informado ao Times que houve uma breve reunião com Starmer nesta quarta, antes do Discurso do Rei no Parlamento, na qual o ministro deixou claro seu objetivo de concorrer à liderança.
Repercussão interna
Questionado, um porta-voz de Streeting desconversou ao Times, destacando o histórico de redução de filas e a recuperação do NHS, e afirmou que o secretário não pretende se posicionar de forma a desviar a atenção do Discurso do Rei.
A saída de Streeting aumentaria a crise no governo diante de várias renúncias desde a derrota eleitoral. Pelo menos quatro membros do gabinete já deixaram seus cargos, e há pedidos de renúncia de até 80 deputados trabalhistas.
Starmer, por sua vez, rejeitou a possibilidade de renúncia e disse que continuará governando. O premiê afirmou que o partido tem um processo para destituir um líder, caso seja acionado, e que o país precisa de continuidade.
A comoção política ocorre em meio a resultados que fragilizaram o trabalhismo desde a vitória de 2024, com perdas expressivas em governos locais e o avanço do Reform UK, partido anti-imigração.
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