- O ministro da Saúde do Reino Unido, Wes Streeting, prepara-se para renunciar ao cargo, possivelmente já na quinta-feira (14).
- Ele deve lançar uma candidatura formal à liderança do Partido Trabalhista, segundo o The Times.
- Streeting teve uma breve reunião com o primeiro-ministro Keir Starmer nesta quarta-feira (13) antes do discurso do rei Charles III, de acordo com aliados.
- Um porta-voz de Streeting disse que ele não pretende falar após a reunião para não desviar a atenção do discurso do rei.
- O cenário político envolve a luta de Starmer pela liderança do Labour, com impactos observados nos mercados e nas pressões internas após o recente ciclo eleitoral.
Wes Streeting, atual ministro da Saúde do Reino Unido, pode renunciar ao cargo já nesta quinta-feira (14) e encaminhar formalmente uma candidatura à liderança do Partido Trabalhista, segundo o jornal The Times.
A publicação cita aliados de Streeting, que afirmam que ele deixou claro o objetivo de disputar a chefia do partido. Também aponta a preparação de documentos de candidatura para obtenção de apoio de parlamentares.
Streeting teve breve encontro com o primeiro-ministro Keir Starmer nesta quarta-feira (13) antes do discurso do rei Charles III, reforçando a determinação de seguir adiante com a candidatura. Não houve comentário oficial do gabinete do ministro.
Possível candidatura de Streeting
O The Times informou ainda que há discussões sobre o apoio de parlamentares à disputa pela liderança, com vistas a consolidar o processo interno do Labour.
A posição de Streeting contrasta com a atual liderança de Starmer, que enfrenta desafio político interno após resultados eleitorais recentes. A expectativa é que o assunto ganhe destaque nos próximos dias.
Contexto político no Labour
A trajetória de Starmer até liderar o partido em 2020 ocorreu após o pior resultado eleitoral desde 1935, sob Jeremy Corbyn. Em 2024, ele venceu com uma das maiores margens da história do Labour, prometendo estabilidade.
Nesta segunda-feira, Starmer reiterou que não aceitará abrir mão da direção do governo, alertando que renúncias causariam caos. A fala ocorreu em meio a pressões internas e externas.
Mercados de títulos reagiram a rumores sobre mudanças no governo, especialmente em relação à permanência do premiê e da ministra das Finanças, Rachel Reeves, enquanto se observa se alguém mais à esquerda poderia assumir e ampliar gastos.
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