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MP ao TCU aciona corregedoria por arquivamento de ações

MP junto ao TCU acionou a corregedoria para revisar arquivamento de representação que, se apurada, poderia ter evitado perdas bilionárias do BRB, após reunião com senadoras

2026. Manifestação de bancários por um BRB público. - (crédito: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
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  • O subprocurador-geral do MP junto ao TCU, Lucas Furtado, acionou a corregedoria da Corte para verificar a regularidade do arquivamento de uma representação de 2025 que poderia ter evitado perdas no BRB.
  • O pedido foi feito após reunião com as senadoras Damares Alves e Leila Barros, no DF.
  • A representação cobrava investigação sobre a atuação do Banco Central na fiscalização da tentativa de compra do Banco Master pelo BRB; ao todo, foram sete representações.
  • A Polícia Federal detectou 12,2 bilhões de reais em créditos podres na carteira vendida pelo Master ao BRB; o BRB ainda não divulgou o balanço de 2025.
  • O arquivamento ocorreu em junho de 2024, a pedido do relator, ministro Jhonatan de Jesus; Furtado afirma que o objetivo é resguardar a higidez dos procedimentos decisórios do TCU, sem imputar culpabilidade.

O Ministério Público junto ao TCU acionou a corregedoria da corte para apurar a regularidade do arquivamento de uma representação que poderia ter evitado perdas no BRB. O pedido foi feito nesta quarta-feira (13/5), após reunião com senadoras do DF.

A iniciativa envolve o subprocurador-geral Lucas Furtado, que apresentou o pedido após encontros com Damares Alves e Leila Barros. A representação foi protocolada em abril de 2025 e trata da fiscalização do BC sobre a compra do Master pelo BRB.

Segundo Furtado, o arquivamento feito em junho de 2024 pode ter contribuído para a crise. O caso envolve a Polícia Federal e apurações sobre créditos podres da operação entre Master e BRB, com perdas estimadas em bilhões.

A representação já apontava para investigações sobre investimentos de fundos públicos de pensão em 2024, realizadas pela Rioprevidência, em letras do Master. Havia previsões de dano ao patrimônio do BRB caso o processo não avançasse.

O BRB ainda não divulgou o balanço de 2025, em meio à crise gerada pela operação com o Master. A corregedoria do TCU passa a checar se houve falha procedimental ou de atuação do BC na operação.

O ato de Furtado coincide com manifestação de bancários em frente ao Palácio do Buriti, contra possível privatização do BRB. O ofício pleiteia apuração rigorosa, sem pressupor culpa, apenas a higidez dos procedimentos.

Contexto da decisão e impactos

A medida busca assegurar a integridade dos atos decisórios e a confiança pública no TCU, segundo a representação protocolada. O objetivo é esclarecer se houve omissão ou falha na avaliação da operação Master pelo BC.

Análise de desdobramentos

Ainda não há definição sobre prazos ou resultados da corregedoria. A investigação poderá esclarecer responsabilidades e eventuais consequências para o BRB e órgãos reguladores. Acompanham o caso órgãos de fiscalização.

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