- Nova pesquisa Genial/Quaest aponta Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 33% no primeiro turno; Caiado e Zema aparecem com 4% cada.
- No segundo turno, Lula fica à frente ou empata com Flávio (42% a 41%), o que alimenta a dúvida sobre o teto de crescimento do senador.
- A leitura é de polarização consolidada entre lulismo e bolsonarismo, com a terceira via sem força relevante no momento.
- A avaliação do governo melhora: desaprovação cai para 49% e aprovação sobe para 46%, com impactos da microeconomia na percepção dos eleitores.
- Projetos como Desenrola, aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda e o encontro de Lula com o presidente dos Estados Unidos aparecem entre os fatores que ajudam a percepção diante da eleição.
Do resultado da mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 13, surge um sinal de alívio para o Palácio do Planalto: Lula aparece com leve recuperação após retração recente. A sondagem traz ainda o desempenho de Flávio Bolsonaro, que pode ter atingido um teto de crescimento, segundo a leitura do comentarista.
O levantamento aponta Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, frente a 33% de Flávio Bolsonaro. Caiado e Zema aparecem com 4% cada. A análise destaca que Lula parece ter interrompido a queda e ensaia uma recuperação, enquanto as candidaturas de Caiado e Zema mantêm patamar baixo.
Contexto e leitura da disputa
Segundo o editor de VEJA, a pesquisa consolida um cenário de polarização entre lulismo e bolsonarismo, com as chamadas candidaturas da chamada terceira via sem expressão relevante. A leitura é de que a operação de comunicação de Lula não trouxe ganho suficiente para ampliar o eleitorado opositor.
Na avaliação do comentarista, Flávio Bolsonaro chegou a consolidar o voto bolsonarista após o anúncio como candidato apoiado por Jair Bolsonaro, mas passa por sinais de estabilização. A observação é de que houve transferência expressiva de votos para o novo cenário, mas pode haver teto de crescimento.
Quem pode decidir o pleito
A Quaest aponta que 37% dos entrevistados ainda podem mudar de posição até a eleição, destacando mulheres, jovens e eleitores independentes como nichos estratégicos para as campanhas. O apelo a esse público é visto como essencial em uma disputa de alto grau de dispersão de votos.
O que mudou na percepção sobre o governo
A pesquisa também indica melhora nos índices de aprovação do governo, com a desaprovação caindo para 49% e a aprovação subindo para 46%. A leitura enfatiza que a percepção positiva decorre, em parte, de medidas macro e microeconômicas recentes, além de resultados de renda.
O que esperar a seguir
Apesar da leve recuperação, a leitura é de que o cenário continua aberto e fortemente polarizado. A continuidade da trajetória de Lula ou o retorno de Flávio ao ritmo de crescimento dependem de novos levantamentos e do desempenho de propostas que impactem a renda das famílias.
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