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PL em Sergipe: pré-candidato diz que mulheres não devem ocupar cargos políticos

Valmir de Francisquinho, pré-candidato do PL em Sergipe, afirma que mulheres não devem ocupar cargos políticos; declarações provocam críticas e remetem à inelegibilidade pelo TSE

Valmir de Francisquinho teve a candidatura barrada pelo TSE em Sergipe em 2022
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  • Valmir de Francisquinho, pré-candidato do PL ao governo de Sergipe, afirmou que mulheres não devem ocupar cargos políticos durante entrevista na rádio Itabaiana FM, na sexta-feira, 8.
  • Após a repercussão, ele disse, na terça-feira, 12, que suas falas foram distorcidas para incentivar ataques e destacou um histórico de decência e respeito às mulheres; citou que em 2012 escolheu uma mulher para vice-prefeita e que nove das treze secretarias na primeira gestão foram comandadas por mulheres.
  • O ex-prefeito já teve candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral em 2022 e, em 2018, foi condenado por abuso de poder político e econômico, ficando inelegível por oito anos.
  • A declaração gerou críticas de adversários; a deputada Kitty Lima, do PSB, afirmou que a visão de que mulheres não entram na política é atrasada e defendeu maior participação feminina em espaços de poder.
  • Dados do TSE indicam que as mulheres correspondem a 53% do eleitorado, mas representam apenas 34% dos candidatos e 17% das pessoas eleitas; as mulheres ocupam menos de 20% das cadeiras no Senado e 17,7% na Câmara dos Deputados.

Valmir de Francisquinho, ex-prefeito de Itabaiana (SE) e pré-candidato do PL ao governo de Sergipe, disse que mulheres não devem ocupar cargos políticos. A declaração foi feita durante entrevista à rádio local Itabaiana FM, na sexta-feira passada, após questionamento sobre a possível candidatura da esposa, Thaylane Monique.

O Geo da polêmica começou a divergir de uma posição particular do candidato, que, segundo ele, teve distorção para incentivar ataques contra sua pessoa. Em resposta, Valmir afirmou ter histórico de decência e respeito às mulheres e citou ações anteriores em favor de participação feminina na gestão pública.

Histórico e defesa

Valmir destacou que, em 2012, lançou sua vice e contou com o apoio de mulheres em cargos estratégicos. Segundo ele, nove das 13 secretarias da primeira gestão foram comandadas por mulheres. O ex-prefeito também afirmou ter conversado com Monique sobre eventual participação política, mas que ela não tem pretensões políticas.

Repercussão e contexto

Adversários criticaram as falas, com a deputada Kitty Lima destacando que a afirmação implica deslocar a mulher da política e reforça uma visão retrógrita. A parlamentar defende maior participação feminina em leis, orçamento e espaços de decisão.

Representação feminina na política

Dados do TSE mostram que, apesar de 53% do eleitorado ser feminino, apenas 34% dos candidatos são mulheres e 17% conseguem se eleger. No Senado, mulheres representam menos de 20% das cadeiras; na Câmara, cerca de 17,7%.

Histórico do pré-candidato

Valmir de Francisquinho teve a candidatura barrada pelo TSE em 2022 e foi condenado em 2018 por abuso de poder político e econômico, tornando-o inelegível por oito anos. A defesa recente sustenta que suas falas foram mal interpretadas e não representam sua visão política.

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