- Lula zerou o imposto de importação para encomendas internacionais de até US$ 50, medida anunciada por meio de medida provisória e oficializada na quarta-feira, 13.
- Pesquisas da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg indicam que 62% veem a cobrança como erro do governo, 30% consideram acerto e 8% não souberam responder.
- A rejeição à taxa superou temas anteriores de desgaste, como fiscalização ampliada do PIX (59%), retirada de estatais de privatizações (51%) e o arcabouço fiscal (45%).
- A decisão é vista como tentativa de reduzir o impacto negativo da cobrança, que atingiu especialmente classe média e baixa que comprava itens de baixo valor em plataformas internacionais.
- O levantamento da Atlas/Bloomberg aponta queda de aprovação de Lula; foram ouvidos 5.028 brasileiros entre 18 e 23 de março, com margem de erro de 1 ponto percentual.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quarta-feira a zeragem do imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50. A medida foi oficializada por meio de uma medida provisória. A expectativa é aumentar a competição com o varejo estrangeiro e, segundo o governo, compensar perdas arrecadatórias futuras.
A decisão ocorreu em meio a desgaste político relacionado à chamada taxa das blusinhas. A cobrança passou a valer em 2024 sobre encomendas internacionais de até US$ 50, antes isentas no programa Remessa Conforme. A medida afeta principalmente itens de baixo valor, como roupas e acessórios.
Consumidores de classes média e baixa foram os mais impactados pela cobrança, que ganhou repercussão negativa nas redes e na imprensa. O governo argumentou que a taxação buscava aumentar a arrecadação federal e equilibrar a concorrência com o varejo nacional.
Pesquisas apontam desgaste político
Levantamento da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgado em março, aponta que 62% dos brasileiros consideram a cobrança um erro do governo. O índice de rejeição é o maior entre as medidas avaliadas pelo instituto. Apenas 30% classificaram a medida como acerto, 8% não souberam responder.
A pesquisa também mostra que a rejeição à taxação supera temas já criticados, como fiscalização ampliada do PIX, retirada de estatais de privatizações e o arcabouço fiscal, que teve 45% de reprovação. O resultado compõe um cenário de queda na popularidade do governo.
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