- Vídeo de câmera de segurança mostra agentes da polícia disparando seis vezes e depois uma vez, durante briga de trânsito na avenida Raimundo Pereira de Magalhães, no Jaraguá, zona norte de São Paulo, envolvendo Igor Eduardo Hyppolito Rodrigues, de 45 anos.
- Igor foi encaminhado ao Hospital Parada de Taipas, onde morreu; foram encontrados uma faca com lâmina de 30 centímetros, uma carteira com documentos e cartões e uma bainha.
- Familiares afirmam que Igor trabalhava com pequenos reparos, tinha diagnóstico de esquizofrenia aos 8 anos e fazia uso de medicação, e questionam a conduta da abordagem policial e a versão do motociclista.
- A Secretaria da Segurança Pública informou que as apurações ocorrem por meio de Inquérito Policial Militar, com análise das imagens das câmeras corporais, e pela Polícia Civil.
- Os policiais passam por avaliação psicológica, e o caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
Dois policiais militares atiraram em Igor Eduardo Hyppolito Rodrigues, 45 anos, durante uma briga de trânsito na zona norte de São Paulo. O crime aconteceu na tarde de 29 de abril, na avenida Raimundo Pereira de Magalhães, no Jaraguá. O homem estava em um carro e avançou na direção de um motociclista empunhando um facão, segundo boletim.
Um dos policiais efetuou seis disparos e o outro, um, ao perceber a ameaça. Igor foi encaminhado ao Hospital Parada de Taipas, onde não resistiu. No local, foram encontrados uma faca com lâmina de 30 cm, uma carteira com documentos e uma bainha.
Família de Igor afirma que ele trabalhava com pequenos reparos e manutenção. Ele era diagnosticado com esquizofrenia desde os oito anos e fazia uso contínuo de medicação controlada. Morava com o pai, que recebia os cuidados do filho.
A SSP informou que as circunstâncias são apuradas por meio de Inquérito Policial Militar, com análise de imagens das câmeras corporais. Paralelamente, a Polícia Civil investiga o caso por meio do DHPP.
Conforme protocolo, os policiais envolvidos foram encaminhados para avaliação psicológica. A SSP informa que a atuação das forças de segurança está sujeita a escrutínio das autoridades competentes.
A Folha aponta que o número de mortes por policiais militares em serviço aumentou 17% em 2026, no primeiro trimestre, em São Paulo, em comparação com o mesmo período de 2025. O andamento dos dois inquéritos ainda não tem prazo definido.
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