- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, no dia 12, uma Medida Provisória que zerou o imposto federal sobre mercadorias importadas de até US$ 50.
- O anúncio ocorreu após desgastes com a aprovação da medida, que havia sido discutida pelo governo e pelo Congresso.
- Haddad afirmou que Lula sempre foi contra a chamada “taxa das blusinhas”.
- Segundo o ex-ministro da Fazenda, o Congresso votou pela unanimidade, mas, depois da aprovação, nenhum dos atores defendia a proposta.
- Haddad disse que a retirada da taxa pode abrir o debate e que Lula ficou isolado na defesa da cobrança.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na terça-feira uma Medida Provisória que zerou o imposto federal sobre mercadorias importadas de até US$ 50. A decisão ocorreu em meio a desgaste na aprovação do governo federal e visa reduzir custos de itens importados. A medida foi sancionada após votação unânime no Congresso.
O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou na quarta-feira que Lula sempre foi contrário à chamada taxa das blusinhas. A declaração foi feita após uma roda de conversa na Casa de Portugal, na capital paulista.
Segundo Haddad, o Congresso votou a favor com apoio unânime e, depois da aprovação, não houve defesa pública da proposta por outros atores. Ele disse ainda que o governo enfrentou dois anos de defesa da posição, e que a retirada da taxa pode abrir o debate público sobre o tema.
Contexto da medida
A MP zerou o imposto federal para importações até US$ 50, que passou a valer em agosto de 2024 após lei aprovada pelo Congresso. O governo havia mostrado divisão interna sobre o tributo, com alguns ministros defendendo a suspensão ou a extinção.
Haddad avaliou que a decisão de Lula representa retorno à posição original do modelo econômico defendido pelo governo. Ele destacou que, segundo ele, o presidente ficou isolado na defesa da hipótese inicial, mas manteve sua posição soberana sobre o tema.
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