- Lula participou do lançamento de unidades do programa Minha Casa, Minha Vida em Camaçari, Bahia, e defendeu medidas para restringir o uso de inteligência artificial durante as eleições.
- Ele citou a declaração do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Nunes Marques, de que a IA seria proibida dois dias antes das eleições, dizendo ter achado a medida “maravilhosa”.
- O presidente ressaltou que a IA pode copiar face e voz de alguém, o que pode ser usado para enganar, expor riscos de manipulação de imagens e áudios.
- Mesmo reconhecendo benefícios da IA em saúde, educação, ciência e tecnologia, Lula questionou a necessidade de seu uso em campanhas eleitorais.
- Ele defendeu uma discussão legislativa para regular a IA na política, enfatizando que as eleições devem se basear na verdade e na representação do povo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou a proposta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de proibir o uso de inteligência artificial no período eleitoral. A fala ocorreu durante o lançamento de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida em Camaçari, na Bahia, nesta quinta-feira.
Lula destacou alertas sobre a manipulação de imagens e vozes que podem beneficiar quem mente em campanhas. O líder não apenas apoiou a medida, como a descreveu como uma forma de evitar distorções no processo eleitoral.
O chefe do Executivo ressaltou que a IA tem utilidades em saúde, educação, ciência e tecnologia, mas criticou seu uso político. Segundo ele, o eleitor deve ser capaz de votar com base em informações verdadeiras, de carne e osso.
Ainda no discurso, o presidente questionou se seria adequado escolher alguém pela tecnologia, sem conhecer a pessoa. Ele afirmou que a política deve expressar verdades e que mentiras na política prejudicam a democracia.
Lula encerrou ressaltando a importância de medidas legislativas que regulamentem a IA no contexto eleitoral. A fala foi acompanhada por moradores e apoiadores presentes no evento na Bahia.
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