- Oficinas da Primeira Infância Antirracista na Atenção Primária à Saúde são realizadas em várias capitais, em parceria entre o Ministério da Saúde e o Unicef, com primeira edição em Fortaleza no dia 30 de abril.
- O objetivo é promover equidade racial, justiça social e reconhecer o racismo como determinante social das condições de saúde da população negra, com construção de planos municipais nas oficinas.
- A ação faz parte das celebrações dos 17 anos da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, consolidando-se como referência em políticas públicas de saúde antirracistas.
- Em 2026, o Ministério da Saúde lançou um incentivo financeiro para equipes de Saúde da Família em territórios quilombolas, com 1.250 profissionais credenciados e investimento total estimado em R$ 135 milhões.
- O programa destaca a saúde das mulheres negras, que representam 60,9% dos usuários do Sistema Único de Saúde, e inclui ações de saúde mental, acolhimento e enfrentamento de violências no ambiente de trabalho.
O Ministério da Saúde promove oficinas da Primeira Infância Antirracista (PIA) na Atenção Primária à Saúde, com apoio da Unicef. A ação integra a agenda que celebra 17 anos da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra. A primeira edição ocorreu em Fortaleza em 30 de abril, e a caravana seguirá por Recife, Rondônia, Goiás, Bahia, Amazonas, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Pará.
As oficinas dirigem-se a trabalhadores da atenção primária do SUS e trazem palestras sobre o impacto do racismo no desenvolvimento infantil. Também serão apresentadas iniciativas locais e oficinas para construção de planos municipais, com a participação de profissionais, gestores e representantes das secretarias de Saúde.
Rose Santos, coordenadora-geral de Atenção à Saúde da População Negra na APS, explica que os documentos produzidos visam subsidiar e sistematizar ações para a implementação da estratégia na atenção primária. A iniciativa reforça o papel da política na redução de desigualdades em saúde.
Estratégias e foco institucional
Em 2026, o Ministério da Saúde lançou incentivo financeiro para financiar mensalmente equipes de Saúde da Família que atuam em territórios quilombolas. São 1.250 profissionais credenciados, com o mapeamento de unidades de atendimento descentralizado. O investimento total é estimado em cerca de 135 milhões de reais, sendo 54 milhões para este ano e 81 milhões em 2027.
Outro eixo enfatiza a saúde das mulheres negras, que representam 60,9% dos usuários do SUS, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (IBGE, 2020). A iniciativa prioriza a redução da mortalidade infantil e materna, além de políticas de saúde mental e sexual.
Trabalho feminino no SUS e equidade
Voltado aos trabalhadores da saúde, o Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça, Etnia e Valorização das Trabalhadoras no SUS surge como pilar adicional. Dados da SGTES indicam que 67% das trabalhadoras do SUS são mulheres, muitas pretas e pardas. A atuação inclui ações de saúde mental, acolhimento a mulheres e enfrentamento de violências no ambiente de trabalho.
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