- A PF aponta que Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, seguiu fazendo pagamentos e solicitando serviços ilícitos ao grupo “A Turma” mesmo após a primeira prisão do dono do Master.
- Conversas do celular de um líder do grupo indicam que Henrique cobrava pagamentos mensais, com diálogos em que discutiam repasses de 400 mil a 800 mil reais.
- Cobranças por atraso foram registradas em 6 de fevereiro e 14 de fevereiro, sugerindo continuidade das demandas do pai de Vorcaro.
- A PF pediu a prisão preventiva de Henrique, que foi decretada pelo STF e cumprida em 14 de maio; a defesa classifica a medida como grave e desnecessária.
- A sexta fase da operação Compliance Zero visa aprofundar investigações sobre a organização criminosa responsável por intimidações, coerção e obtenção de informações sigilosas; além de Henrique, há outros alvos e medidas cautelares.
O inquérito da Polícia Federal aponta que Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, continuou realizando pagamentos e solicitando serviços ilícitos ao grupo conhecido como A Turma, mesmo após a prisão do ex-dono do Banco Master. A ação integra a sexta fase da operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira.
Segundo o documento da PF, conversas extraídas do celular de Marilson Roseno da Silva, líder operacional do grupo, indicam repasses mensais para atender às demandas. As mensagens sugerem cobrança de valores atrasados e a continuidade de serviços para atender aos pedidos do grupo.
O Ministério Público pediu a prisão preventiva de Henrique Vorcaro, obtida nesta quinta. A defesa sustenta que a medida é grave e desnecessária, afirmando que ainda não há comprovação suficiente no processo. A PF não informou outras consequências da decisão.
Entre os alvos da operação também constam outros nomes indicados pela PF, incluindo Anderson Wander da Silva Lima, Victor Lima Sedlmaier e Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos. Houve ainda a imposição de medidas cautelares a outras pessoas.
A sexta fase da Compliance Zero busca aprofundar investigações sobre uma organização criminosa associada a intimidações, coerção e invasões a dispositivos digitais. A PF investiga se a rede também obtinha informações sigilosas de investigações de interesse de Vorcaro.
O caso envolve ainda o suposto uso de uma estrutura clandestina para obter dados sigilosos de inquéritos, conforme apontado pelo magistrado responsável. A investigação reforça a relação entre a organização, o pai de Daniel Vorcaro e o grupo liderado por Marilson Roseno.
A defesa de Henrique Vorcaro afirma que o avanço da prisão é injustificado e que há falta de lastro econômico apresentado no processo. O advogado promete detalhar os embasamentos que contestam a decisão. As novas respostas devem ser apresentadas nos próximos atos processuais.
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