- Alvos da nova fase da Operação Compliance Zero são agentes da Polícia Federal, incluindo três aposentados — Francisco José Pereira da Silva, Marilson Roseno da Silva e Sebastião Monteiro Júnior — com remuneração bruta de 21,9 mil.
- A investigação aponta que PF da ativa e aposentados atuavam como braço do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, dentro da própria instituição.
- O núcleo foi apelidado de “A Turma” e ficava responsável por acompanhar desafetos do empresário e obter informações sigilosas.
- Além dos aposentados, aparecem na lista Anderson Wander da Silva Lima (ativo) e Valéria Vieira Pereira da Silva (delegada da PF).
- Dados do Portal da Transparência mostram que, entre outubro de 2025 e março de 2026, a remuneração bruta de Francisco e Marilson ficou em 21.987,38; após descontos, os pagamentos efetivos variaram entre 15 mil e 24 mil.
O que aconteceu: a Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Compliance Zero, com o objetivo de desarticular supostos atos de intimidação e de obtenção de informações sigilosas dentro da PF. Os alvos são policiais federais da ativa e aposentados, ligados a um núcleo investigado pela prática de espionagem.
Quem está envolvido: o grupo é apontado como responsável por monitorar desafetos do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, segundo apurações. O núcleo ganhou o apelido de “A Turma” e atuava dentro da própria PF. Além de agentes, a operação envolve a delegada Valéria Vieira Pereira da Silva.
Quando e onde: a ação ocorreu nesta quinta-feira, em território nacional, com base em dados de investigação da PF. A operação visa esclarecer a atuação do grupo dentro do órgão, envolvendo integrantes da ativa e da reserva.
Alvos da operação
- Anderson Wander da Silva Lima, policial federal da ativa;
- Francisco José Pereira da Silva, policial federal aposentado;
- Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado;
- Sebastião Monteiro Júnior, policial federal aposentado;
- Valéria Vieira Pereira da Silva, delegada da PF.
Aposentadoria e remuneração
Conforme dados do Portal da Transparência, a remuneração bruta de Francisco e Sebastião ficou em 21.987,38 entre outubro de 2025 e março de 2026. Descontos e gratificações variaram, situando os valores efetivos entre 15 mil e 24 mil.
Francisco José Pereira da Silva
- Out/25: 17.998,33
- Nov/25: 24.734,70
- Dez/25: 16.864,69
- Jan/26: 16.164,81
- Fev/26: 17.039,12
- Mar/26: 17.039,12
Marilson Roseno da Silva
- Out/25: 17.998,33
- Nov/25: 24.734,70
- Dez/25: 16.864,69
- Jan/26: 16.164,81
- Fev/26: 17.039,12
- Mar/26: 17.039,12
Sebastião Monteiro Júnior
- Out/25: 15.803,05
- Nov/25: 20.612,41
- Dez/25: 15.803,05
- Jan/26: 15.844,40
- Fev/26: 15.844,40
- Mar/26: 15.844,40
A investigação da PF aponta que agentes da ativa também integravam o mapa de ações, incluindo o monitoramento de adversários do empresário e a obtenção de informações confidenciais. A PF não divulgou novas informações sobre motivação ou documentos obtidos.
As apurações apontam ainda que o grupo atuava como braço operacional do empresário no âmbito da PF, segundo fontes envolvidas nas apurações. As apurações seguem sob segredo de justiça e devem avançar com novas declarações e perícias.
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