- O Supremo Tribunal Federal, por meio do ministro Flávio Dino, tenta intimar o deputado Mario Frias para explicar repasses de emendas parlamentares a ONG ligada à produção do filme Dark Horse.
- A iniciativa partiu de denúncia da deputada Tábata Amaral, que aponta um “ecossistema de pessoas jurídicas interconectadas” envolvidas nas emendas.
- Segundo a denúncia, Frias repassou recursos de emendas a entidades como Instituto Conhecer Brasil, Academia Nacional de Cultura, Go Up Entertainment e Conhecer Brasil Assessoria.
- Os recursos somam R$ 2,6 milhões destinados a um CNPJ ligado a Karina Ferreira da Gama, produtora cultural associada ao filme Dark Horse.
- A decisão, de 21 de março, envolve a ADPF 854 e também atingiria Bia Kicis e Marcos Pollon; o caso ganhou atenção após áudio de Flávio Bolsonaro sobre financiamento.
O STF tenta intimar o deputado federal Mario Frias (PL-SP) para explicar o uso de emendas parlamentares destinadas à ONG Instituto Conhecer Brasil, ligada à produção do filme Dark Horse, que retrata a campanha de Jair Bolsonaro em 2018. A medida foi determinada pelo ministro Flávio Dino, relator da ação, desde março.
A denúncia foi apresentada pela deputada Tábata Amaral (PSB-SP), que pediu a apuração de repasses a um “ecossistema de pessoas jurídicas interconectadas”. Frias, além de parlamentar, atua como produtor-executivo do filme.
Segundo a acusação, valores de emendas teriam sido repassados pela Câmara a ONG vinculada ao atual circuito de produção do projeto. Entre as entidades citadas estão Instituto Conhecer Brasil, Academia Nacional de Cultura, Go Up Entertainment e Conhecer Brasil Assessoria.
Foram apontados repasses totais de cerca de R$ 2,6 milhões a um CNPJ ligado a Karina Ferreira da Gama, produtora cultural associada ao filme Dark Horse. A soma inclui os R$ 2 milhões atribuídos a Frias, conforme denúncia.
A decisão do ministro Flávio Dino ocorreu em 21 de março, no âmbito da ADPF 854. O objetivo é esclarecer a origem e a destinação dos recursos que teriam alimentado o conjunto de organizações citadas.
O caso voltou a ganhar repercussão após a divulgação de um áudio com o pré-candidato ao governo Flávio Bolsonaro, no qual ele menciona o repasse de valores para a produção do filme. Não há confirmação de novos depoimentos até o momento.
A imprensa informou que não conseguiu contato com a assessoria de Mario Frias nem com Karina Gama. O espaço permanece aberto para esclarecimentos oficiais.
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