- Documentário “A Colisão dos Destinos”, sobre Jair Bolsonaro, estreou com distribuição falha e salas vazias, em 17 estados, fora do circuito Rio-São Paulo.
- A produção é independente pela Dori Filmes, dirigida por Doriel Francisco, com roteiro de William Alves; financiamento envolve Mário Frias e Eduardo Bolsonaro e há ligação com verbas de bolsonaristas.
- A divulgação foi baixa e o filme não integrou grandes redes de cinema; exibidores dizem que o conteúdo político, em ano eleitoral, afasta programadores.
- Frias enviou R$ 22.432 à Dori Filmes via cota parlamentar entre abril e julho de 2024; a associação Passos da Liberdade recebeu R$ 860 mil de Frias, Pollon e Eduardo Bolsonaro para outros projetos.
- O longa, de 70 minutos, apresenta a biografia de Bolsonaro pela visão de amigos e familiares; estreia em Brasília, mas não está nos principais circuitos de São Paulo e Rio de Janeiro.
O documentário A Colisão dos Destinos, dirigido por Doriel Francisco, estreou nos cinemas com distribuição falha e salas vazias. O filme, que aborda a vida de Jair Bolsonaro, circula em 17 estados, mas fica fora do circuito Rio-São Paulo.
A produção é independente e distribuída pela própria Dori Filmes, sediada em Brasília. O roteiro é assinado por Doriel Francisco e William Alves, com produção associada a Mário Frias, deputado pelo PL-SP, e Eduardo Bolsonaro, ex-deputado. O lançamento ocorre sem apoio de grandes redes.
O filme surge em meio a valores de financiamento de deputados bolsonaristas. Frias afirma ter contribuído com a produção por meio da cota parlamentar; a soma divulgada foi de pouco mais de R$ 22 mil. Emendas para outra obra também envolvem o grupo.
A obra afirma retratar o biografado sob a perspectiva de amigos e familiares, com duração de 70 minutos. Segundo o site oficial, o foco é o lado humano de Bolsonaro, além de incluir entrevistas com familiares, como os filhos Carlos e Flávio Bolsonaro.
Durante a estreia, a circulação ficou limitada a cidades fora do eixo RJ-SP. Em São Paulo, muitos cinemas não exibiram o documentário, e poucas sessões ocorreram no interior paulista, em unidades do Grupo Cine e redes associadas.
Especialistas do setor apontam que a temática política em ano eleitoral pode reduzir o interesse de programadores. Também há críticas à estratégia de lançamento, com pouca presença prévia no circuito cinéfilo. A produção foi lançada sem divulgação maior.
A reportagem buscou a Dori Filmes, mas não obteve resposta. Em entrevista à Gazeta do Povo, Doriel Francisco afirmou que o investimento vem principalmente de recursos próprios.
No cenário de financiamento, o documentário Genocidas, ligado ao mesmo grupo, recebeu emendas de Frias, Pollon e Eduardo Bolsonaro, totalizando R$ 860 mil, conforme reportagem do UOL. A assessoria de Pollon afirmou que as emendas foram legais e que a obra tem objetivo histórico.
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