- O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, deve apresentar a proposta inicial de delação em junho.
- A defesa planeja começar a organizar os anexos da delação na próxima semana, com a assinatura do termo de confidencialidade.
- Costa já sinalizou a intenção de indicar o caminho do dinheiro no Brasil e no exterior, com reuniões entre advogados e o investigado.
- O STF autorizou a transferência dele para a Papudinha, para viabilizar as tratativas de delação.
- Caso a proposta seja entregue, a PF e a PGR analisarão o conteúdo; a homologação depende de André Mendonça; pode envolver o ex-governador Ibaneis Rocha.
Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, deve apresentar a proposta inicial de delação em junho. A advocacia iniciará a organização de anexos na próxima semana, após assinatura de termo de confidencialidade.
Costa está preso desde 16 de abril na Papuda, em Brasília, na quarta fase da Operação Compliance Zero. A investigação envolve fraudes no Banco Master e eventual suborno com imóveis avaliados em 146 milhões de reais.
A defesa sinaliza que o acordo pode apontar caminhos do dinheiro no Brasil e no exterior. O STF autorizou a transferência para o complexo penal, para viabilizar tratativas da delação.
Avanço das tratativas
Advogados vão reunir Costa para organizar informações e temas a serem apresentados às autoridades. Se a PF e a PGR aceitarem a confidencialidade, o próximo passo será a homologação do acordo.
A expectativa é que, se houver concordância, a delação possa esclarecer relações entre o BRB, o Master e potenciais favorecimentos. O desdobramento depende da avaliação dos investigadores.
Caso avance, a delação pode citar o ex-governador Ibaneis Rocha, conforme mensagens apreendidas. A defesa dele nega irregularidades envolvendo o caso.
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