- Flávio Bolsonaro afirma que não precisava avisar aliados sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro e o investimento em um filme privado.
- Ele diz que Vorcaro era ativo no Brasil, patrocinava eventos de várias emissoras e circulava entre autoridades.
- A declaração foi feita no quartel-general da Polícia Militar do Rio, durante entrega de armamentos e viaturas de emenda dele.
- A Folha mostrou que, em março, ele afirmou que não conhecia Vorcaro, o que causou quebra de confiança entre aliados da direita.
- Áudio vazado mostra Flávio chamando Vorcaro de “irmão” e mensagens indicam proximidade, incluindo um jantar na casa do banqueiro.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse não ter obrigação de avisar aliados sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, nem sobre o aporte para um filme envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. O posicionamento veio após perguntas sobre o investidor.
Voltou a afirmar que o investimento foi privado e não envolvia prestação de contas pública, defendendo que não houve irregularidade. Ele ressaltou que Vorcaro era figura comercial conhecida no Brasil.
A confissão ocorreu no quartel-general da Polícia Militar do Rio de Janeiro, durante a entrega de armamentos e viaturas adquiridas por emenda de Flávio. A ação ocorreu durante agenda oficial de repasse de equipamentos.
Envolvimento e contexto
A Folha de S. Paulo mostrou que, em março, Flávio afirmou publicamente não conhecer Vorcaro, o que gerou desconfiança entre aliados e integrantes da direita. À época, houve questionamentos sobre repasses de recursos a terceiros.
Aliados avaliam que o senador mentiu para correligionários ao negar qualquer relação com o banqueiro e ao falar publicamente sobre o tema de forma diferente do que dizia em conversas privadas.
Documentos e mensagens, segundo apuração do jornal, indicam proximidade entre as partes, incluindo referências a um jantar na casa de Vorcaro. A situação alimenta tensão interna entre membros do grupo político.
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