- O governo lançou o programa Brasil Contra o Crime Organizado, com foco em frear facções, reforçar presídios e melhorar investigações, apoiado por um eixo tecnológico.
- O investimento total pode chegar a até R$ 11 bilhões, sendo R$ 1,06 bilhão disponível ainda neste ano e o restante via linha de crédito para estados, municípios e o Distrito Federal.
- As ações incluem bloqueadores de sinal de celular, além de equipamentos como raio‑X, scanners corporais, monitoramento por áudio e vídeo, e kits de varredura nas unidades prisionais, com drones e radares.
- Também haverá ferramentas avançadas de análise criminal para rastrear movimentações financeiras, além de técnicas para extrair dados de celulares e fortalecer perícias de homicídios violentos (DNA e balística).
- O programa visa ainda combater o tráfico de armas, munições e explosivos, com investimentos em fronteiras, rastreadores veiculares e notebooks de alta performance, conforme afirmou o vice‑presidente Geraldo Alckmin.
O governo federal lançou na última terça-feira o programa Brasil Contra o Crime Organizado, com o objetivo de enfraquecer financeiramente facções, reforçar a segurança nos presídios e ampliar a capacidade de investigação, entre outras medidas. O eixo tecnológico aparece como um dos pilares da estratégia.
A previsão é de investimentos de até 11 bilhões de reais, condicionados à adesão de estados, municípios e o Distrito Federal. Do montante, 1,06 bilhão ficará disponível ainda neste ano; o restante será viabilizado por meio de linha de crédito específica para a segurança pública.
O programa prevê ações operacionais com uso intenso de tecnologias, incluindo bloqueadores de sinal em unidades prisionais, além de equipamentos como raio-X, scanners corporais, monitoramento por áudio e vídeo e kits de varredura. Drones e radares completam o conjunto.
Tecnologias envolvidas no programa
Para acompanhar movimentações financeiras de grupos investigados, o projeto prevê ferramentas avançadas de análise criminal, acelerando o rastreamento de dinheiro e a recuperação de ativos. Também haverá recursos para extrair dados de celulares e de outros dispositivos, em conjunto com operações integradas das forças de segurança.
A modernização das perícias de homicídios está entre as metas, com aquisição de equipamentos de análise de DNA e de balística. No combate ao tráfico de armas, munições e explosivos, o plano inclui drones, rastreadores veiculares e instrumentos de fiscalização de fronteiras, além de notebooks e desktops de alta performance.
O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou, na apresentação, que o programa aborda quatro frentes centrais: asfixia financeira das organizações, melhoria da investigação, fortalecimento do sistema prisional de alta segurança e controle de armas.
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