- Kassab disse que os áudios de Flávio Bolsonaro cobrando dinheiro de Daniel Vorcaro causam desgaste muito grande à campanha presidencial do filho de Jair Bolsonaro.
- As conversas, reveladas pelo Intercept Brasil e confirmadas pelo Estadão, tratam de financiamento para o filme Dark Horse e de possível patrocínio do Banco Master, com pagamentos já feitos de US$ 10 milhões até 2025, dentre US$ 24 milhões mencionados.
- O presidente do PSD, Ronaldo Caiado, acredita que as revelações devem impactar negativamente as pesquisas de intenção de voto de Flávio Bolsonaro, ao apresentar-se como alternativa da direita.
- Flávio Bolsonaro negou inicialmente ter recebido recursos do Banco Master; após a divulgação dos áudios, gravou vídeo afirmando ter pedido dinheiro para o filme, mas negou qualquer ilícito; o Estadão sustenta a autenticidade das mensagens.
- As informações estão associadas à Operação Compliance Zero e às investigações que envolvem o Banco Master, com fontes do Estadão confirmando a autenticidade dos diálogos.
Kassab afirma que áudio em que Flávio Bolsonaro cobra dinheiro de Vorcaro traz desgaste à campanha do filho. O presidente do PSD disse hoje, 15, que as gravações publicadas pelo Intercept Brasil e confirmadas pelo Estadão geram impacto negativo nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro. A declaração ocorreu em entrevista à TV.
Conforme as mensagens divulgadas, o senador Flávio Bolsonaro teria cobrado recursos de Daniel Vorcaro, banqueiro preso, para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. O material é parte da investigação sobre o Banco Master e está sob análise das autoridades.
Kassab mostrou que, apesar de Flávio negar contatos, o episódio reforça críticas sobre transparência nas relações entre políticos, empresários e financiadores. O líder do PSD reforçou que o episódio é relevante para o cenário eleitoral.
Repercussos políticos
Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD, disse em nota que a sociedade exige clareza nesses vínculos. Ele afirmou que o tema envolve montantes significativos e precisa ser apurado com transparência. O posicionamento foi alvo de discussão entre partidos.
Flávio Bolsonaro reconheceu ter pedido dinheiro, mas negou ilícitos. Em vídeo, o senador afirmou que houve pedido, mas que não houve irregularidade. A fala ocorreu após a divulgação dos diálogos e repercussões nas timelines políticas.
Contexto e próximos passos
Segundo a reportagem do Intercept Brasil, o diálogo envolve o que seria um patrocínio de US$ 24 milhões para o filme Dark Horse, cuja produção inclui pagamentos já realizados ao longo de 2023 e até 2025. A Polícia Federal apura a origem e a legalidade dos recursos.
Entre diferentes versões, o Estadão confirmou a autenticidade dos diálogos, obtidos na primeira fase da Operação Compliance Zero. As investigações continuam para esclarecer a natureza dos aportes e eventual configuração de irregularidades.
A divulgação dos áudios ocorreu em meio a um momento de alta tensão política, com críticas sobre a atuação de aliados de Flávio Bolsonaro e pressões por transparência em financiamentos de campanhas. A apuração segue em andamento.
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