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Pesquisa Quaest levanta pergunta sobre teto eleitoral de Flávio Bolsonaro

Pesquisa Quaest mostra leve recuperação da aprovação de Lula (de 43% para 46%) e empate técnico com Flávio Bolsonaro no segundo turno, com percepção econômica ainda restrita

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  • A pesquisa Genial/Quaest aponta leve melhora na aprovação do governo Lula (de 43% para 46%), com queda da desaprovação, e aponta Lula com 37% vs Flávio Bolsonaro com 32%; em segundo turno, há empate técnico (42% a 41%).
  • No governo, destaque para medidas populares: Desenrola, ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e fim da cobrança federal sobre compras internacionais de pequeno valor.
  • A percepção pública ainda é de dificuldade econômica no cotidiano, com foco no orçamento doméstico e nos boletos, mesmo com melhora de indicadores macroeconômicos.
  • Flávio Bolsonaro parece ter atingido um teto de crescimento; a transferência de votos foi rápida, mas o crescimento começa a se estabilizar.
  • O programa discutiu possíveis impactos do caso Daniel Vorcaro na campanha de Flávio e a recente aproximação entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como fator político relevante.

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta semana trouxe otimismo parcial ao Palácio do Planalto, ao mostrar leve avanço na avaliação do governo Lula e uma disputa presidencial mais estável com Flávio Bolsonaro. O estudo foi assunto do programa Os Três Poderes, apresentado por Ricardo Ferraz, com participação de José Benedito da Silva e Daniela Christovão.

Segundo o programa, a aprovação ao governo Lula subiu de 43% para 46%, enquanto a rejeição recuou. Na corrida presidencial, Lula aparece com 37% das intenções de voto, contra 32% de Flávio Bolsonaro. Em um eventual segundo turno, o duelo fica empatado, com 42% a 41%.

Para Ferraz, o governo tem colocado em prática medidas de impacto popular para reverter o desgaste. Entre as ações citadas estão o Desenrola, a ampliação da faixa de isenção do IR e o fim da cobrança de pequenas compras internacionais, conhecida como taxa das blusinhas.

Contexto da pesquisa

Daniela Christovão aponta que o governo busca influenciar a percepção cotidiana da população, apesar de melhora nos indicadores macro. Ela enfatiza que ainda há parcela do eleitorado que não sente benefício direto na vida financeira.

José Benedito ressalta que o maior desafio é a relação entre dados econômicos positivos e a percepção prática. O eleitor olha para o custo de vida, para o orçamento doméstico e para o que cabe no carrinho de compras.

Ferraz destaca que, mesmo com queda do desemprego e inflação sob controle, a percepção de piora econômica persiste em parte das leituras qualitativas.

Impactos para a campanha de Flávio

A conversa também girou em torno de se Flávio atingiu um teto de crescimento. Benedito sugere que a ascensão rápida do senador no início da corrida pode estar se estabilizando.

Outra linha de análise envolve possíveis efeitos do caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro. A pesquisa seguinte deve trazer indicadores sobre esse episódio.

O debate ainda examinou o efeito de encontros entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a percepção do eleitor. De acordo com o programa, o encontro foi interpretado por alguns como favorecendo a posição do presidente brasileiro.

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