- A Polícia Federal afirma que o governo do Rio de Janeiro, na gestão de Cláudio Castro, direcionou esforços da máquina pública para beneficiar Ricardo Magro e a Refit.
- Segundo a PF, houve um engajamento multiorgânico envolvendo a Secretaria de Fazenda e Meio Ambiente, a Polícia Civil e a Procuradoria-Geral do Estado.
- Cláudio Castro foi alvo de busca e apreensão na sexta-feira, na Operação Sem Refino, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes.
- Entre as medidas consideradas favoráveis à Refit, está a criação de um programa de parcelamento de créditos tributários com reduções de até 95% em penalidades.
- As apurações indicam benefício direto à Refit por meio dessas ações.
A Polícia Federal informou que o governo do Rio de Janeiro, sob a gestão de Cláudio Castro (PL), direcionou ações da máquina pública para favorecer o conglomerado de Ricardo Magro, proprietário da Refit. A afirmação integra a conclusão da PF sobre o que chamou de envolvimento multiorgânico.
De acordo com os investigadores, participaram da operação a Secretaria de Fazenda, a Secretaria de Meio Ambiente, a Polícia Civil e a Procuradoria-Geral do Estado. O conjunto de órgãos teria atuado de forma coordenada para atender aos interesses da Refit.
A atuação foi flagrada na operação Sem Refino, cujo mandado de busca e apreensão foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A ação ocorreu nesta sexta-feira, em marcos ainda não detalhados pela PF.
Entre as medidas que teriam beneficiado Magro, a PF aponta a apresentação de um projeto de lei que criou um programa de parcelamento de créditos tributários com reduções de até 95% nas penalidades. Esse benefício, segundo as investigações, favoreceu diretamente a Refit.
A apuração envolve ainda a análise de documentos e outros elementos para entender o alcance da suposta influência política sobre decisões administrativas. Não há conclusão sobre responsabilidades individuais até o momento.
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