- A Polícia Federal encontrou R$ 1,1 milhão em espécie na residência de Álvaro Barcha, alvo da Operação Sem Refino, ligado à Refit.
- A operação mira o ex-governador Cláudio Castro e o empresário Ricardo Magro, dono da Refit, que teve o nome incluído na difusão vermelha da Interpol.
- O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou o bloqueio de R$ 52 bilhões do grupo e a suspensão das atividades da refinaria.
- A PF sustenta que Álvaro tinha trânsito junto às secretarias de Estado e da Fazenda do Rio de Janeiro, mantinha contatos com servidores salvos com a palavra “pix” e mantinha relações com auditores e o secretário de Fazenda.
- A PF afirma que ele atuava como agente externo com acesso privilegiado a rotinas internas; defesa de Álvaro Barcha não foi localizada para comentar.
A Polícia Federal encontrou R$ 1,1 milhão em espécie, distribuídos entre reais, dólares e euros, na residência de Álvaro Barcha. O montante foi localizado durante buscas associadas à Operação Sem Refino, deflagrada na sexta-feira (15). Barcha é apontado pela PF como lobista que atuaria a favor da Refit junto ao poder público no Rio de Janeiro.
A ação mirou também o ex-governador Claudio Castro e o empresário Ricardo Magro, dono da Refit, cuja inclusão na difusão vermelha da Interpol foi mencionada na operação. Além disso, medidas judiciais atingiram o grupo empresarial, com bloqueio de R$ 52 bilhões e suspensão das atividades da refinaria, conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
A PF detalha que Álvaro teria trânsito junto às secretarias de Estado e da Fazenda do Rio de Janeiro. Nas apurações, foram encontrados contatos de servidores salvos no celular com a palavra pix e registro de relações pessoais com auditores do fisco estadual. O órgão sustenta que o lobista poderia intervir em procedimentos administrativos de interesse do grupo.
A defesa de Álvaro Barcha não foi localizada pela reportagem para comentar o caso. O Tribunal Superior, ao autorizar as buscas, apontou que a atuação do investigado envolveria acesso privilegiado, influência e ingerência em rotinas internas da Fazenda estadual, sem vínculo funcional formal com o órgão.
A investigação aponta ainda que Álvaro manteria relações com auditores fiscais, subsecretários e com o próprio Secretário de Fazenda, o que, segundo a PF, poderia facilitar decisões administrativas sensíveis e influenciar a alocação de servidores em setores estratégicos. A PF descreveu o comportamento como incompatível com a legalidade administrativa.
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