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PF revela alvos da operação que realizou buscas no apartamento de Cláudio Castro

Operação Sem Refino mira Cláudio Castro e mais três autoridades; PF cumpre 17 mandados, bloqueia 52 bilhões e investiga favorecimento à Refinaria de Manguinhos

O desembargador Guaraci de Campos Vianna, o ex-procurador-geral do estado do Rio, Renan Saad, e o ex-secretário estadual da Fazenda Juliano Pasqual. (Amaerj, Linkedin e Sefaz/)
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  • A Polícia Federal deflagrou a operação Sem Refino, com 17 mandados de busca e apreensão e 7 ordens de afastamento, para investigar fraudes no setor de combustíveis envolvendo o grupo Refit.
  • Entre os alvos estão o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, o desembargador Guaraci de Campos Vianna, o ex-procurador-geral Renan Saad e o ex-secretário da Fazenda Juliano Pasqual.
  • A investigação apura um suposto esquema de blindagem para favorecer o Refit no Rio de Janeiro, incluindo decisões supostamente favoráveis à Refinaria de Manguinhos.
  • A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes e determinou o bloqueio de 52 bilhões de reais em ativos e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.
  • A defesa de Cláudio Castro disse que a operação surpreendeu e que ele está à disposição da Justiça para esclarecer os fatos, afirmando que suas ações seguiram critérios técnicos e legais.

A Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Refino nesta sexta-feira, 15, para aprofundar investigações sobre fraudes no setor de combustíveis envolvendo o grupo Refit, proprietário da Refinaria de Manguinhos. A ação incluiu buscas no apartamento do ex-governador do Rio, Cláudio Castro, entre outros endereços.

Além de Castro, a PF mirou o desembargador Guaraci de Campos Vianna, do Tribunal de Justiça do Rio, o ex-procurador-geral do Estado Renan Saad e o ex-secretário estadual da Fazenda Juliano Pasqual. Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete ordens de afastamento de função pública.

A investigação apura um esquema de blindagem para favorecer o grupo Refit no Rio de Janeiro. O magistrado é acusado de proferir decisões favoráveis à Refinaria de Manguinhos, enquanto Pasqual e Saad teriam atuado em benefício da empresa na administração estadual. Eles foram exonerados no fim de abril por decisão do desembargador Ricardo Couto, que administra o estado interinamente.

A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, e também determinou o bloqueio de 52 bilhões de reais em ativos e a suspensão de atividades econômicas das empresas investigadas. Os alvos permanecem sob sigilo até novas informações oficiais.

Nota de defesa do ex-governador Cláudio Castro

A defesa de Castro informou que a operação surpreendeu o ex-governador e que ainda não teve acesso aos objetos do pedido. Castro afirmou estar à disposição da Justiça para esclarecer os fatos, ressaltando que os procedimentos durante sua gestão obedeceram aos critérios legais vigentes.

Segundo a defesa, a gestão de Castro foi a única a assegurar o pagamento de dívidas da Refinaria de Manguinhos com o estado, em valores próximos de 1 bilhão de reais. O parcelamento, contudo, está suspenso por decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A Procuradoria Geral do Estado também atuou com ações contra a Refit para cobrar o que a empresa devia ao estado.

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