- A Polícia Federal trocou a coordenação dos inquéritos da Operação Sem Desconto, que apura fraudes envolvendo o INSS e envolve Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
- Os novos responsáveis são da Coordenação-Geral de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro; a mudança não alterou os delegados que atuavam nos casos.
- A alteração foi discutida em reunião na sexta-feira com o ministro do STF André Mendonça, relator dos casos, que afirmou não ter sido avisado previamente e pediu explicações.
- Parlamentares cobram esclarecer a motivação da troca, se houve autorização do STF e a preservação de provas e linhas de investigação; há temor de pressões sobre a equipe.
- A PF informou que a troca foi apenas administrativa, para ampliar a estrutura, e que a equipe continuará a atuar nos mesmos casos, incluindo o do INSS e, no momento, o Banco Master.
A Polícia Federal trocou a coordenação dos inquéritos da Operação Sem Desconto, que apura fraudes em benefícios do INSS e envolve Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A mudança ocorreu sem aviso formal prévio à equipe, segundo apuração.
Os novos responsáveis passam a atuar na Coordenação-Geral de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro. Mesmo assim, a PF informou manter o mesmo corpo de delegados que atuavam nos casos.
A modificação chegou a uma reunião com o ministro do STF André Mendonça, relator dos casos. Mendonça não foi previamente avisado e cobrou explicações sobre a troca, segundo participantes.
Repercussões e versões oficiais
A oposição acionou a PGR e pediu a convocação do diretor-geral da PF para esclarecer. Parlamentares questionam motivação, se houve comunicação com o STF e se as linhas de investigação permanecem intactas.
A PF sustentou que a troca foi administrativa, apenas para reorganização da coordenação, sem alterar os delegados em campo. Técnicos afirmam haver maior estrutura para a apuração, com risco de sobrecarga em relação ao caso do Banco Master.
Senadores e líderes de oposição cobraram transparência. O senador Carlos Viana (Podemos-MG) enviou ofício ao DG Andrei Rodrigues, ressaltando a gravidade de mudanças em investigações sensíveis.
A CPI do INSS já havia encerrado seus trabalhos, com resistência a indiciamentos de parte dos investigados. Parlamentares seguem atentos ao andamento das apurações e à preservação de provas.
Entre na conversa da comunidade