- A Polícia Federal substituiu o delegado que chefiava o inquérito sobre desvios no INSS e que pediu investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
- Guilherme Figueiredo Silva deixou o caso no início do mês e redistribuiu os inquéritos; ele não participou da rodada de depoimentos recentes.
- O ministro do STF, André Mendonça, reuniu-se com a PF nesta sexta-feira para pedir esclarecimentos sobre a troca e o andamento do caso.
- A PF pediu a quebra do sigilo bancário de Lulinha, autorizada por Mendonça, e informou sobre movimentações financeiras da empresária Roberta Luchsinger, amiga dele.
- A investigação aponta possível vínculo de Lulinha com o Careca do INSS; há relatos de pagamento de R$ 1,5 milhão a Roberta Luchsinger e viagens a Portugal para prospectar negócio de cannabis medicinal.
A Polícia Federal substituiu o delegado responsável pelo inquérito que apura desvios no INSS e que envolvia Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. A troca ocorreu após o pedido de investigação ter sido encaminhado ao STF e provocou uma reunião com o ministro André Mendonça nesta sexta-feira.
Guilherme Figueiredo Silva, que chefiava a Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários, deixou o caso no início deste mês e redistribuiu os inquéritos para outros delegados. Ele não participou das últimas oitivas dos investigados.
A troca desencadeou a reação da corte. Mendonça reuniu-se com a cúpula da PF para solicitar esclarecimentos sobre as razões da substituição e os desdobramentos do caso envolvendo Lulinha.
A PF já havia solicitado a quebra de sigilo bancário de Lulinha, com autorização de Mendonça, e emitido relatórios sobre movimentações de Roberta Luchsinger, amiga dele, que também é alvo de controvérsia. Defesas contestam as conclusões.
A apuração envolve ainda informações de pagamento envolvendo o empresário conhecido como Careca do INSS, que teria contratado Roberta Luchsinger e pago R$ 1,5 milhão a ela. A investigação também analisa se Lulinha poderia ter participação societária oculta no esquema.
A defesa de Lulinha afirma que ele viajou a Portugal com despesas pagas pelo Careca do INSS para fins de negócios, sem contratos ou recebimentos de recursos. As partes continuam apresentando seus argumentos no STF e perante a PF.
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