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Suprema Corte dos EUA mantém envio da pílula abortiva pelo correio

Suprema Corte mantém envio por correio da pílula abortiva enquanto ação judicial avança, preservando regra federal de 2023

Um contêiner contendo caixas de Mifepristona , o primeiro medicamento usado em um aborto medicamentoso, é preparado para pacientes na Clínica Feminina Alamo em Carbondale, Illinois, EUA, em 20 de abril de 2023 — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein/Foto de Arquivo
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  • A Suprema Corte dos Estados Unidos manteve, temporariamente, a possibilidade de prescrição da pílula abortiva mifepristona por telemedicina e envio pelos correios, restabelecendo regra federal de 2023 contestada pela Louisiana.
  • A decisão atendeu a pedidos das fabricantes Danco Laboratories e GenBioPro para suspender o bloqueio imposto pelo 5º Circuito enquanto a ação segue em tramitação.
  • A decisão foi publicada sem assinatura e sem justificativa; dois ministros conservadores divergeram: Samuel Alito e Clarence Thomas.
  • O 5º Circuito havia determinado, em maio, o retorno à regra anterior que exigia consulta presencial para obtenção da mifepristona.
  • O caso ocorre em meio a disputas sobre aborto após a decisão Dobbs, com o regime de dois medicamentos dominando os abortos e a FDA defendendo a segurança do fármaco.

A Suprema Corte dos EUA confirmou nesta quinta-feira (14) que a pílula abortiva pode continuar sendo prescrita por telemedicina e enviada pelo correio. A decisão restabelece temporariamente uma regra federal de 2023 contestada pela Louisiana, governada por republicanos.

Ações foram movidas por duas fabricantes da mifepristona, a Danco Laboratories e a GenBioPro, para suspender o bloqueio imposto por uma instância inferior à regra da FDA durante o governo de Joe Biden. A decisão veio sem assinatura e sem justificativa.

A 5ª Corte de Apelações, em Nova Orleans, havia determinado o retorno da regra anterior, que exigia consulta presencial. As farmacêuticas comemoraram a decisão da Suprema Corte.

Contexto e repercussões

O caso envolve a mifepristona, aprovada pela FDA em 2000, usada no regime de dois medicamentos para aborto medicamentoso. O regime representa cerca de dois terços dos abortos nos EUA.

A Suprema Corte tem hoje maioria conservadora (6 a 3). A decisão Dobbs, de 2022, ampliou disputas sobre o acesso ao aborto e levou estados a restringirem fortemente o procedimento.

Críticos da decisão apontam que a leitura atual pode manter riscos de acesso desigual a cuidados médicos. Defensores do direito ao aborto veem a medida como proteção necessária diante de ações legais contra o medicamento.

Além do caso da Louisiana, outras ações movidas por estados republicanos buscam restringir ainda mais a mifepristona, incluindo processos contra a aprovação original e flexibilizações da FDA.

A decisão também ocorre em meio à proximidade de eleições legislativas e ao alinhamento político no Congresso. Grupos de defesa do aborto destacam que a legalidade e a segurança do medicamento são respaldadas por décadas de estudos.

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