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Anvisa mantém proibição de produto da Ypê

Anvisa mantém suspensão de detergentes Ypê com lotes terminados em 1, em Amparo, por falhas graves no processo; risco sanitário alto

Na decisão de ontem, diretoria da Anvisa aproveitou para criticar as acusações dos bolsonaristras de que estava perseguindo a fabricante - (crédito: Reprodução/Redes sociais )
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  • Anvisa manteve a suspensão de fabricação, venda e uso de produtos Ypê com lotes terminados em um, produzidos na unidade de Amparo (SP).
  • O recolhimento permanece suspenso até a empresa apresentar um plano de rastreabilidade e mitigação de riscos aprovado pela Anvisa.
  • A agência identificou falhas graves em etapas críticas do processo produtivo, incluindo controle de qualidade, validação de processos e rastreabilidade, com duzentas e trinta e nove ações corretivas em andamento.
  • A fiscalização apontou risco sanitário alto, por falhas recorrentes nas boas práticas de fabricação e pela presença de Pseudomonas aeruginosa em diversos lotes de 2025.
  • A Anvisa disse que não atua por motivos políticos; a Ypê afirmou cooperação e paralisou parte da produção para acelerar medidas corretivas.

A Anvisa manteve a suspensão da fabricação, venda e distribuição de produtos da marca Ypê com lotes terminados em 1, produzidos na unidade de Amparo (SP). A decisão ocorreu em reunião extraordinária da diretoria colegiada e reafirmou a validade da Resolução 1.834, revogada temporariamente após recurso da empresa.

Continuam proibidos detergentes, lava-louças, lava-roupas líquidos e desinfetantes do mesmo lote. O recolhimento segue suspenso até a aprovação, pela Anvisa, de um plano de rastreabilidade e mitigação de riscos apresentado pela fabricante.

A agência apontou falhas graves no processo produtivo, entre elas controle de qualidade inadequado, validação de processos ausente, monitoramento microbiológico deficiente e rastreabilidade fraca. Também houve falhas em ações corretivas.

Dirigentes da Anvisa explicaram que a empresa reconheceu mais de 100 lotes com resultados microbiológicos insatisfatórios. A fábrica trabalha na implementação de 239 ações corretivas, pactuadas após inspeções realizadas entre 2024 e 2025.

A diretora Daniela Marreco destacou que as irregularidades configuram alto risco sanitário, com falhas recorrentes nas boas práticas de fabricação. A fala ocorreu durante a sessão de votação, para esclarecer o contexto técnico.

A pauta de contaminação ganhou atenção após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em vários lotes de 2025. O microrganismo pode causar infecções diversas, principalmente em pessoas com imunidade comprometida.

O diretor Thiago Campos afirmou que a atuação da Anvisa foi preventiva, priorizando a proteção da saúde coletiva até que haja segurança para restabelecer controles de qualidade. A agência também informou ter recebido denúncias por meio do sistema Fala BR.

A Ypê informou que seus produtos são seguros e que colabora com as autoridades. A empresa decidiu manter parte da produção da fábrica de líquidos paralisada para acelerar as medidas corretivas exigidas.

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