- Pelo menos duas representações chegaram ao Conselho de Ética do Senado pedindo investigação sobre suposto pedido de dinheiro de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro.
- As peças pedem apuração de quebra de decoro parlamentar e, se confirmada a infração, a perda de mandato do senador.
- O órgão não se reúne há quase dois anos desde julho de 2024; naquela sessão, já havia pauta com outra representação contra Flávio Bolsonaro.
- Em 2020, PT, PSOL e Rede Sustentabilidade pediram investigação sobre ligações com milícias no Rio de Janeiro, citando Fabrício Queiroz e Adriano da Nóbrega; o conselho aceitou a representação, mas o voto nunca ocorreu.
- O ritmo de análise tende a ser lento, sem previsão de retorno imediato às votações.
O Conselho de Ética do Senado recebeu ao menos duas representações sobre o pedido de dinheiro feito pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao banqueiro Daniel Vorcaro. PSOL, Rede Sustentabilidade e a organização Missão defendem a abertura de investigação por quebra de decoro. Caso comprovada, a perda de mandato é prevista.
As representações apontam para a possível violação de deveres parlamentares e pedem que o colegiado apure os fatos. A tramitação, no entanto, tende a avançar lentamente. A última reunião do Conselho ocorreu em julho de 2024, sob a presidência do senador Jayme Campos (União-MT).
Em fevereiro de 2020, PT, PSOL e Rede já solicitaram apuração sobre uma “ligação forte e longeva com as milícias no Rio de Janeiro”, citando Fabrício Queiroz e Adriano da Nóbrega. O Conselho aceitou a representação há dois anos, Flávio apresentou defesa e o relator, senador Dr. Hiran (PP-RR), emitiu parecer pela continuidade do mandato. Desde então, não houve nova votação.
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