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Dependência de IA externa aumenta risco geopolítico, afirma governo

Dependência de IA estrangeira aumenta vulnerabilidades geopolíticas; PBIA destina R$ 23 bilhões entre 2024 e 2028 para IA nacional e dados no Brasil

“Você não tem como se defender se você não usar ferramentas capazes de criar sua defesa”, declarou Henrique Miguel, secretário de Ciência e Tecnologia
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  • O governo lançou o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (Pbia) com 23 bilhões de reais entre 2024 e 2028 para reduzir a dependência de IA estrangeira.
  • O financiamento vem do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e envolve participação de estatais, com recursos de tributos de setores como petróleo, energia e telecomunicações.
  • O Pbia atua em cinco eixos: infraestrutura, capacitação, serviços públicos, inovação e governança, com ações de curto e longo prazo.
  • O objetivo central é desenvolver soluções que melhorem a qualidade de vida da população e aumentar a soberania digital diante de disputas geopolíticas.
  • O governo aponta que a dependência externa pode trazer vulnerabilidades na segurança digital, defendendo a internalização de bases de dados sensíveis e a modernização de sistemas do Serpro e da Dataprev.

O governo federal lançou o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), uma iniciativa de R$ 23 bilhões prevista para 2024 a 2028. O objetivo é reduzir a dependência de IA estrangeira e fortalecer infraestrutura tecnológica estratégica no Brasil.

O responsável pela pasta é o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio da Secretaria de Ciência e Tecnologia para a Transformação Digital. O secretário Henrique Miguel destacou que a participação de empresas privadas, somada a financiamentos públicos, é central para acelerar o desenvolvimento nacional da IA.

Segundo o governo, o PBIA recebe recursos do FNDCT, financiado por tributos e royalties de setores como petróleo, energia e telecomunicações, com envolvimento de estatais. A iniciativa combina investimentos públicos e privados para fomentar a captação de talentos e tecnologias.

O plano depende de ações estruturantes, com foco na geração de base tecnológica, qualificação profissional, melhoria dos serviços públicos, estímulo à inovação no setor privado e apoio a uma governança regulatória da IA.

A proposta aponta riscos geopolíticos advindos da dependência externa, que podem impactar a economia digital, armazenamento em nuvem e pesquisas estratégicas. O objetivo é ampliar capacidades nacionais para defesa cibernética e soberania tecnológica.

Com a estratégia, o governo também prioriza a internalização de dados sensíveis. O Serpro e a Dataprev passaram por modernizações para manter informações estratégicas hospedadas no território nacional, fortalecendo a infraestrutura de TI do Estado.

Estrutura e impactos do PBIA

  • Infraestrutura: base tecnológica para IA nacional.
  • Capacitação: formação de profissionais especializados.
  • Serviços públicos: melhoria do atendimento ao cidadão.
  • Inovação: incentivo à adoção de IA pelo setor produtivo.
  • Governança: diretrizes e regulamentação seguras para a IA.

A iniciativa busca impacto direto na qualidade de vida da população, com metas de curto e longo prazo. Autoridades ressaltam que a adoção responsável da IA pode trazer eficiência e ampliação de serviços públicos, desde saúde até educação.

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