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Dino abre processo para apurar uso de emendas em filme sobre Bolsonaro

Dino abre apuração preliminar, com sigilo, sobre uso de emendas em filme sobre Bolsonaro, com base em pedidos de parlamentares

Jim Caviezel, que agora interpreta Jair Bolsonaro em *Dark Horse*, fez Cristo em *A Paixão de Cristo*, filme dirigido por Mel Gibson lançado em 2004 - (crédito: Getty Images)
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  • O ministro Flávio Dino abriu processo preliminar, em sigilo, para apurar o uso de emendas parlamentares na cinebiografia Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro.
  • Parlamentares apresentaram petições que embasam a apuração, e deputados teriam encaminhado emendas a entidades ligadas à Go Up Entertainment, produtora do filme.
  • Pollon e Bia Kicis negaram envio direto de recursos; Mario Frias deveria ser notificado, mas não foi localizado pelo oficial de Justiça.
  • O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União encaminhou representação para investigar indícios de irregularidades na captação de recursos da produção, com menções ao Banco Master e Vorcaro.
  • Diálogos entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro sobre financiamento milionário vieram a público; o relatório cita possível uso de recursos públicos, incentivos fiscais e aportes de RPPS.

O ministro Flávio Dino, do STF, abriu um processo preliminar para apurar o possível uso de emendas parlamentares na captação de recursos destinados à cinebiografia Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. A investigação é sigilosa e envolve alegações de irregularidades na prestação de contas de recursos públicos.

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) acionou o TCU para acompanhar indícios relacionados à captação de recursos para a produção. A apuração parte de pedidos formulados por deputados e de informações compiladas pela imprensa.

Envolvidos e movimentações

De acordo com representantes, emendas teriam sido enviadas por deputados para o Instituto Conhecer Brasil e para a Academia Nacional de Cultura, entidades ligadas à produtora Go Up Entertainment, responsável pelas gravações. Emendas ocorreram em 2024 e 2025, com vinculações a recursos públicos.

Paralelamente, o STF já notificou a Câmara para esclarecimentos sobre o envio de emendas. Parlamentares negam repasse direto para a produtora, e autoridades trabalham para rastrear a origem dos recursos e a relação com eventuais incentivos fiscais.

Contexto financeiro e desdobramentos

No bojo da investigação, o MPTCU destaca diálogos entre Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, sobre financiamento do filme. A depender do andamento, o caso pode ampliar questionamentos sobre instrumentalização de recursos públicos para iniciativas privadas.

O relatório aponta ainda interligações com o Banco de Brasília (BRB) e cita que o Master recebeu aportes significativos originados de ativos públicos. A representação solicita ao TCU apurações sobre a origem dos recursos e a eventual participação de emendas, convênios ou contratos na produção audiovisual.

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