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Especialistas alertam que IA pode gerar notícias falsas em campanhas

Especialistas alertam que IA pode ampliar fake news na campanha, elevando riscos até outubro e exigindo capacidade técnica do TSE

Fake News; Notícia Falsa; Celular; Notebook; Computador; Notícia - Nova onda de fake news no Brasil influencia a guerra digital. Foto: Freepik
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  • IA pode gerar fake news na campanha eleitoral e o uso da tecnologia exige atenção do TSE, sob a gestão de Nunes Marques, até outubro.
  • Especialistas alertam que a prática pode se intensificar em clima de alta polarização e baixo letramento digital, exigindo quadros técnicos qualificados.
  • Nunes Marques quer priorizar debate, direito de resposta e diálogo com tribunais, buscando unidade entre o TSE e os tribunais regionais, com o dilema entre modelo mais intervencionista ou mais liberal.
  • A liberdade de expressão tem limites legais para impedir mentiras, calúnias e injúrias, conforme avaliação de especialistas.
  • Sobre pesquisas eleitorais, há necessidade de fiscalização rígida para evitar resultados fraudulentos; a Abep já denuncia fraudes, e há cobranças por auditoria mais rigorosa.

O uso da inteligência artificial na campanha eleitoral deste ano preocupa especialistas, segundo a Agência Brasil. O tema ganha relevância com a passagem de Nunes Marques para a presidência do TSE, foco de atenções até outubro. A avaliação é de que a tecnologia pode exceder limites em um contexto de alta polarização e baixo letramento digital.

Especialistas destacam que o risco envolve a circulação de notícias falsas e a manipulação da atenção dos eleitores. A comparação com práticas de doping no esporte reforça a percepção de que novas versões de IA costumam surgir antes de atualizações de fiscalização.

O professor Marcus Ianoni, da UFF, questiona a capacidade da Justiça Eleitoral de reagir diante da sofisticação crescente do uso da IA. Para ele, a disponibilidade de quadros técnicos qualificados será determinante para o efetivo monitoramento.

O ministro Nunes Marques já sinaliza prioridades, entre elas enfrentar os efeitos nocivos da IA nas eleições e promover o debate com direito de resposta. A ideia é alinhar o TSE com os tribunais regionais para agir de forma coordenada.

Especialistas veem a necessidade de coordenação entre o TSE e os TREs, para evitar discrepâncias. A meta é definir um modelo de atuação que não seja excessivamente intervencionista, mantendo o equilíbrio entre liberdade de expressão e limites legais.

Nas pesquisas eleitorais, a preocupação é com a divulgação de resultados fraudulentos ou clandestinos. O TSE precisa garantir que as regras sejam observadas e que eventuais irregularidades sejam combatidas com fiscalização eficaz.

O pesquisador Jonatas Moreth aponta que a legislação atual exige registro, identificação do estatístico e detalhes sobre amostra e questionário. Contudo, ele ressalta a deficiência de auditoria independente nas pesquisas.

Outro ponto citado é a necessidade de ampliar a capacidade de fiscalização sem inviabilizar a atuação das empresas de pesquisa. A discussão envolve encontrar um equilíbrio entre autonomia institucional e maior transparência.

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