- Wes Streeting, ex‑ministro da Saúde britânico, confirmou que disputará a liderança do Partido Trabalhista caso haja eleição para substituir o primeiro‑ministro Keir Starmer.
- Em conferência do Progress, ele defendeu uma “nova relação especial” com a União Europeia e a possibilidade de o Reino Unido retornar ao bloco no futuro, chamando o Brexit de erro catastrófico.
- Afirmou que o partido está há dois anos sem clareza de visão e citou o corte no auxílio de combustível de inverno como catástrofe, dizendo que não houve renovação intelectual desde o governo de Jeremy Corbyn.
- Criticou o nacionalismo extremo, a dependência de magnatas da tecnologia e elogiou o prefeito Andy Burnham.
- Burnham foi liberado para disputar eleição suplementar em Makerfield; Streeting disse que apoiará a campanha e que, antes do retorno de Burnham, uma disputa pela liderança não teria legitimidade.
Wes Streeting, ex-ministro da Saúde do Reino Unido, confirmou neste sábado 16 de maio de 2026 que disputará a liderança do Partido Trabalhista caso haja eleição para substituir o premiê Keir Starmer. A fala ocorreu em conferência organizada pelo centro de estudos Progress.
Streeting defendeu uma *nova relação especial* com a União Europeia e sinalizou o desejo de que o Reino Unido retorne ao bloco no futuro. O ex-ministro descreveu o Brexit como um erro catastrófico para o país.
Ele afirmou que o Labour chegou ao poder há dois anos sem clareza de visão e direção, citando ainda o corte no auxílio de combustível de inverno como uma catástrofe. Também ressaltou a ausência de debates sobre renovação intelectual desde a era de Jeremy Corbyn.
Apoio e próximos passos
Streeting criticou a concentração de poder entre magnatas da tecnologia e elogiou o prefeito Andy Burnham, líder na Grande Manchester.
Na sexta-feira (15), Burnham recebeu a autorização do Comitê Executivo do Labour para disputar uma eleição suplementar em Makerfield e retornar ao Parlamento. Streeting disse que apoiará a campanha de Burnham nas eleições locais.
Para a liderança, Streeting afirmou ter apoio no Parlamento, mas condicionou a legitimidade de qualquer corrida à participação de candidatos fortes, defendendo um processo competitivo e bem estruturado.
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