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Fachin pauta Ferrogrão após embate com Gilmar Mendes

Fachin volta a pautar no plenário Ferrogrão e gratuidade da Justiça do Trabalho após conflito com Gilmar Mendes, sinalizando retomada de votações no STF

Supremo Tribunal Federal, Luiz Edson Fachin, Gilmar Mendes, Ferrogrão, Justiça do Trabalho, Reforma Trabalhista, Pauta do STF, Luís Roberto Barroso, Gilmar, Fachin
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  • Fachin pautou para a sessão plenária de 20 de maio os julgamentos sobre a lei da Ferrogrão e sobre as normas de gratuidade na Justiça do Trabalho, após um embate com Gilmar Mendes.
  • Gilmar Mendes disse que Fachin estaria obstruindo a pauta; Fachin afirmou que não houve obstrução e que colocou os casos em julgamento.
  • Ferrogrão: ADI 6.553 questiona a mudança de medidas no Parque Nacional do Jamanxim para viabilizar a ferrovia; o relator Barroso votou a favor da alteração, com Moraes seguindo o mesmo sentido, o placar está em dois a zero.
  • Gratuidade na Justiça do Trabalho: ADC 80 discute regras que restringem o benefício; o Senado tramita o PL 2.239/2022 para regulamentar os critérios de concessão.
  • O presidente do STF sinalizou que pretende ouvir os demais ministros para definir a pauta de julgamentos presenciais, e aguarda a posição de Moraes sobre outros temas sensíveis, como o mandato-tampão e a redistribuição de royalties.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Edson Fachin, pautou para a sessão plenária de quarta-feira, 20 de maio de 2026, julgamentos sobre a lei que liberou a Ferrogrão e sobre as normas de gratuidade na Justiça do Trabalho. A decisão veio após um embate com o ministro Gilmar Mendes sobre a pauta.

A defesa da pauta ocorreu após Fachin receber quatro ações que estavam paradas. Em conversa reservada, Mendes afirmou que Fachin obstruía a agenda do STF, acusação que o decano negou. Seguiu-se a inclusão de dois casos na pauta.

Um dos casos trata da Ferrogrão, que discute a constitucionalidade da alteração de área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para viabilizar a ferrovia que levará grãos de Mato Grosso ao litoral. O outro questiona as regras de gratuidade na Justiça do Trabalho.

A mudança na gratuidade envolve a norma da Reforma Trabalhista que restringe o benefício aos trabalhadores de baixa renda. O Senado discute, desde 2022, o PL 2.239, de Paes Landim, que regulamenta critérios de concessão do benefício. Fachin esperava posição legislativa.

O embate entre Fachin e Mendes ganhou contornos dramáticos com uma mensagem enviada por WhatsApp, na qual Mendes critica o que chamou de filibuster no STF. Fachin afirmou não haver consenso sobre o momento de discutir certas regras de ética entre ministros.

Tensões internas

Após o incidente, o STF viu novas ações de Fachin ganharem rapidamente espaço na pauta. O plenário já contava com voto favorável de Barroso e Moraes na análise da Ferrogrão, mantendo o placar em 2 a 0 até o momento. A proposta de debate sobre o código de conduta também foi citada pelo presidente.

Fachin indicou que não haverá pressa para discutir o código de ética, e que o tema pode evoluir ao longo de 2026. O ministro ressaltou que a discussão deverá ocorrer com participação ampla, ainda sem consenso sobre quem o responsável pela aplicação.

Pauta dos julgamentos

O presidente afirmou buscar o consenso entre os ministros para definir a pauta de sessões presenciais. Em votações no plenário virtual, os relatores têm maior autonomia para encaminhar processos. Ele também mencionou a necessidade de ouvir Moraes para definir a data de outros julgamentos.

Além da Ferrogrão e da gratuidade, o STF aguarda posição de Moraes sobre a possibilidade de julgar a validade de medidas associadas à dosimetria de penas aplicadas a crimes do 8 de Janeiro. Moraes suspendeu a aplicação da nova dosimetria, mas ainda não liberou o caso para julgamento.

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