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Flávio Bolsonaro reafirma classificação de PCC e CV como terroristas

Flávio Bolsonaro reafirma classificar PCC e CV como organizações terroristas durante ato de Derrite; Tarcísio cancela participação por saúde

Na imagem, Flávio e Derrite durante evento de pré-campanha em Campinas
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  • O senador Flávio Bolsonaro afirmou que, se eleito presidente, classificará o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, durante o lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite ao Senado, em Sorocaba (SP).
  • A declaração já havia sido feita em 14 de março de 2026, em Ji-Paraná (RO), quando o parlamentar criticou o governo Lula e pediu o enquadramento das facções como terroristas.
  • Derrite é relator do PL Antifacção na Câmara; a classificação de grupos criminosos como terroristas foi um dos pontos de atrito com o Planalto, levando à retirada do trecho do relatório final.
  • O recuo ocorreu após articulação de governistas, com o governo federal argumentando que a rotulagem geraria precedentes para interferências estrangeiras na soberania nacional e complicaria a tipificação de crimes comuns.
  • O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cancelou sua participação no evento por motivos de saúde, alegando ter apresentado dor de garganta.

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste sábado, 16 de maio de 2026, que, se eleito, classificará facções criminosas como PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. A declaração ocorreu durante o lançamento da pré-candidatura do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado, em Sorocaba, SP.

A fala de Flávio não é inédita neste ano. Em 14 de março, durante um evento em Ji-Paraná, RO, ele já havia defendido o enquadramento das facções como terroristas. Na ocasião, o senador criticou o governo Lula e acusou o Planalto de “comprar briga” com os EUA para evitar a rotulagem internacional das facções.

Derrite, ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, atua como relator do PL Antifacção na Câmara. A proposta de classificar grupos criminosos como terroristas foi tema de forte atrito entre o governo federal e o Congresso, levando à retirada do trecho do parecer final.

O recuo ocorreu após articulações de governistas. O governo argumenta que a rotulagem ampliaria precedentes jurídicos de interferência estrangeira na soberania nacional e dificultaria a tipificação de crimes comuns no código processual. Aliados de Flávio defendem que o enquadramento endureceria penas e cortaria o fluxo financeiro dos líderes em penitenciárias de segurança máxima.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cancelou a participação no evento pela manhã. Segundo a equipe dele, o governador apresentou dor de garganta ao acordar e precisou se ausentar.

Impactos políticos

A segurança pública paulista volta a figurar como tema relevante na agenda de campanha da direita para as eleições. A presença de Derrite no ato, alinhada a Flávio, sinaliza uma convergência entre propostas de endurecimento penal e atuação legislativa contra facções.

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