- A inteligência artificial pode ampliar a circulação de fake news nas eleições, principalmente em meio a grande polarização e baixo letramento digital.
- O ministro Nunes Marques, à frente do TSE, deve tratar o tema como prioridade para o órgão.
- Especialistas afirmam que a atuação dependerá de quadros técnicos qualificados e de atualização de mecanismos para acompanhar a IA.
- Existe debate sobre equilíbrio entre liberdade de expressão e limites legais, com risco de uso da IA para mentiras, calúnia ou injúria.
- Também há preocupação com pesquisas eleitorais, exigindo capacitação do TSE para fiscalizar regras e coibir levantamentos clandestinos, com auditoria mais robusta.
O uso da inteligência artificial na campanha eleitoral ganha destaque com a atuação do ministro Nunes Marques, à frente do TSE. Especialistas alertam que a tecnologia pode ampliar a circulação de fake news até outubro, em contexto de polarização e baixo letramento digital. A pauta deve ser prioridade para o tribunal.
Para Jonatas Moreth, advogado eleitoral, o Poder Judiciário já atua para coibir desvios e evoluções em práticas de manipulação. Ele compara o tema a um doping político: mesmo com freios, novas estratégias surgem e exigem atualização constante.
Marcus Ianoni, da UFF, questiona se a estrutura técnica do tribunal é suficiente para acompanhar a evolução da IA. O professor destaca a necessidade de quadros qualificados diante da possibilidade de uso sofisticado para direcionar a atenção dos eleitores.
Debate e diálogo
A agenda do ministro Nunes Marques inclui enfrentar os efeitos nocivos da IA nas eleições, promover o direito de resposta e manter o diálogo com tribunais regionais. A intenção é articular a Justiça Eleitoral de forma coordenada entre os níveis.
Moreth aponta que a atuação poderá variar entre modelos mais intervencionistas, como no período de Moraes, ou mais liberais. O analista ressalta a importância de equilíbrio entre proteção contra abusos e liberdade de expressão.
Ianoni comenta que Nunes Marques tende a favorecer maior liberdade de expressão, sob limites legais. O TSE pode impor regras para evitar mentiras, difamação e injúrias durante a campanha.
Pesquisas eleitorais
O cientista político também enfatiza a necessidade de fiscalização rígida das pesquisas. O TSE deve assegurar que regras de divulgação sejam cumpridas e coibir levantamentos clandestinos que confundam o eleitor.
Segundo Moreth, o marco regulatório atual exige auditorias mais cuidadosas. O objetivo é preservar autonomia de empresas de pesquisa aliada a garantias de verificação e credibilidade dos dados.
Este texto é uma reedição informativa da Agência Brasil, publicado em 16 de maio de 2026, às 10h15. As informações são fornecidas como referência jornalística e devem ser creditadas à fonte original.
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