- Dois integrantes da campanha de Abelardo de la Espriella foram mortos a tiros na sexta-feira, em uma zona rural do departamento de Meta.
- De acordo com a equipe de Espriella, o coordenador local Rogers Mauricio Devia e o assessor Eder Fabián Cardona foram abordados por quatro homens armados em motos enquanto se deslocavam após recolher material de propaganda.
- A Defensoria do Povo comunicou que os fatos são de extrema gravidade e afetam o exercício dos direitos políticos e a participação democrática.
- A segurança é tema central nas eleições, com ameaças de morte a Espriella e aos principais candidatos de direita, como Paloma Valencia, além do senador Iván Cepeda.
- Meta é região com presença de guerrilhas dissidentes e é corredor de tráfico de cocaína, o que alimenta a violência associada à política no país.
Dois integrantes da campanha do candidato Abelardo de la Espriella foram mortos a tiros na sexta-feira, em uma zona rural da Colômbia. A vítima fazia parte da equipe local de campanha. O ataque ocorreu enquanto os presentes recolhiam material de propaganda.
Conforme comunicado da equipe de Espriella, os dois empregados eram o coordenador local Rogers Mauricio Devia e o assessor Eder Fabián Cardona. Eles foram abordados por quatro homens armados em motocicletas no departamento de Meta, após deixarem o local de recolhimento de materiais.
A Defensoria do Povo informou, por meio das redes sociais, que os fatos são graves e preocupantes, principalmente por ocorrerem em contexto eleitoral. A instituição ressaltou impactos sobre direitos políticos e participação democrática.
Contexto eleitoral e segurança
A eleição presidencial está marcada para 31 de maio, com forte ênfase na segurança dos candidatos. Iván Cepeda, favorito em pesquisas entre os candidatos de esquerda, e Espriella, entre os de direita, reportaram ameaças de morte e adotam altos planos de proteção.
Meta é um território com históricos de violência na Colômbia. A região abriga grupos guerrilheiros dissidentes e é apontada como corredor de tráfico de cocaína, o que eleva o risco de ataques contra figuras públicas.
O cenário nacional já registrou casos de violência relacionada a campanhas, incluindo sequestros e assassinatos envolvendo candidatos. Na política colombiana, ataques a políticos continuam a trazer preocupação, mesmo com esforços de segurança.
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